ESCÂNDALO NA CÂMARA - Metade dos eleitos em 2004 são réus por formação de quadrilha
Nove dos 18 vereadores de Londrina que tomaram posse em janeiro de 2005, pela 14ª Legislatura, já são oficialmente réus em uma das ações de formação de quadrilha ingressada pelo Ministério Público. Além de Henrique Barros (sem partido), Orlando Bonilha (PR), Flávio Vedoato (PSC), Osvaldo Bergamin (sem partido) e Renato Araújo (PP), a Justiça acatou o pedido de aditamento formulado pelo MP e o processo também passa a ser respondido pelo presidente da Casa, Sidney de Souza (PTB), o corregedor, Luiz Carlos Tamarozzi (PTB), o líder do Executivo, Gláudio Renato de Lima (PT), e Jamil Janene (PMDB). A denúncia criminal foi proposta seis dias depois da prisão em flagrante de Barros com R$ 9,9 mil supostamente oriundos de propina como ele próprio admitiu, no dia, em depoimento no inquérito policial instaurado. Na ocasião, delatou Bonilha como suposto centralizador do esquema de cobrança de propina da qual três empresários se disseram vítimas e apontou Vedoato, Bergamin e Araújo como demais participantes do grupo, o que todos negaram. Passadas duas prisões e uma cassação, Bonilha depôs ao MP na condição de colaborador, a fim de obter os benefícios da delação premiada, e entregou os demais que também participariam da suposta quadrilha.
Benefício dado ao criminoso que aceita colaborar na investigação ou entrega de seus companheiros. Tal procedimento pode beneficiar o acusado com diminuição da pena, cumprimento da pena em regime semi-aberto, extinção da pena ou perdão judicial
É o dinheiro obtido ou fornecido de forma ilícita, como suborno em atos de corrupção





