Escândalo dos uniformes surgiu em 2011
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quarta-feira, 05 de setembro de 2012
Loriane Comeli <br> <br> Reportagem Local 
Nos primeiros meses de 2011, após a compra de 34 mil uniformes ao custo aproximado de R$ 8 milhões, começaram os questionamentos públicos acerca da aquisição, feita sem licitação no final de 2010, quando a Prefeitura de Londrina pegou ''carona'' em ata de registro de preços da Prefeitura de São Bernardo do Campo (SP), procedimento condenado pelo Tribunal de Contas da União e do Paraná. Venceram as empresas Capricórnio e G8, que entregaram mochilas, tênis, calças, bermudas e camisetas de qualidade duvidosa.
O Ministério Público Federal (MPF) considerou as denúncias graves e passou a analisar a aquisição em junho. Havendo apenas recursos municipais na aquisição, transferiu a investigação para o Ministério Público do Estado. Pouco tempo depois, em dezembro do ano passado, a Controladoria Geral do Município elaborou um relatório sobre a compra, apontando inúmeras irregularidades. A principal delas - que serviu de base para a prisão dos empresários - é a ligação entre todas as empresas que forneceram orçamentos supostamente superfaturados para validar a compra sem licitação.
O ex-prefeito Barbosa Neto sempre insistiu que a compra foi lícita e que economizou ao optar pela ''carona''. ''Nós estamos sendo penalizados por ações corretas, por buscar a economicidade, a transparência, a austeridade'', afirmou Barbosa em julho do ano passado, acrescentando: ''Podem investigar à vontade''.
Mesmo sem explicar completamente as irregularidades naquela compra, o município preparava a nova compra de uniformes, para 2012 - desta vez, ao custo de R$ 11 milhões e com licitação. A vencedora do lote mais volumoso foi novamente a G8 e empresas do mesmo grupo teriam participado para fraudar o pregão presencial. Em abril deste ano, o MP ajuizou ação por improbidade contra a ex-secretária de Educação Karin Sabec, o ex-secretário de Gestão Pública Marco Cito (que já esteve preso por corrupção no caso de compra de apoio de vereadores) e contra todas as empresas envolvidas na fraude.
A Câmara também instaurou uma Comissão Especial de Inquérito (CEI) para apurar as fraudes na Secretaria de Educação e as conclusões foram de inúmeras irregularidades tanto na compra de uniformes como de livros da Editora Ética considerados racistas.


