O Congresso retomou ontem suas atividades depois do feriado de Carnaval tendo o deputado Sérgio Naya (PPB-MG) como principal tema de discussão. Os parlamentares deixaram de lado os preparativos para a votação do segundo turno da reforma administrativa e previdenciária para comentar a responsabilidade de Naya no desabamento do edifício Palace II, no Rio, com a morte de oito pessoas. A maioria ficou escandalizada com a divulgação de uma fita de vídeo na qual Naya confessa, entre outras coisas, ter falsificado a assinatura de um governador de Minas Gerais e de usar material de segunda mão como se fosse de primeira.
A partir de hoje, os líderes aliados do governo iniciam um mapeamento no Senado para tentar votar a reforma administrativa já no próximo dia 11. O senador Élcio Alvares (PFL-ES), líder do governo, conversou com o presidente do Congresso, Antônio Carlos Magalhães (PFL-BA), para definir o cronograma de votação da proposta. ‘‘Como é uma proposta de emenda constitucional, precisamos de 49 votos para aprová-la e um quórum alto desse tipo exige muito cuidado’’, explica.
Alvares disse que é preciso fazer um novo mapeamento dos senadores em razão da ida dos senadores às suas bases durante o Carnaval e também à disputa interna do PMDB para definir se lançará candidato próprio à Presidência da República. ‘‘Depois dessa parada, é conveniente conversar para saber se existe alguma resistência’’, explica.
Na Câmara, os líderes aliados do governo preferem esperar o resultado da convenção do PMDB para iniciar a mobilização para votar o segundo turno da reforma da Previdência. Depois do encontro, os aliados avaliam que será mais fácil conseguir o quórum necessário de 308 votos para aprovar o projeto em segundo turno. (AE)

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