A deputada federal do PSB de São Paulo Luiza Erundina disse ontem ser ‘‘precipitada’’ qualquer discussão sobre possível fusão de seu partido com outras legendas, como o PDT, conforme divulgado no Rio por pedetistas. Integrantes da executiva nacional do PSB, reunidos ontem em Macapá, negaram ontem qualquer debate formal sobre esta fusão. O presidente do PDT, Leonel Brizola, e o presidente do PSB, Miguel Arraes, estariam dispostos a unificar os partidos. Arraes não compareceu ao encontro de Macapá, que termina hoje.
‘‘A discussão da fusão é prematura, não podemos nos antecipar ao processo que está em discussão no Congresso que é a reforma política’’, disse Luiza Erundina. De acordo com a deputada, partidos como o PSB devem, antes de tudo, reagir à proposta defendida pelo governo para esta reforma. ‘‘O governo quer acabar com os pequenos partidos, deixar apenas três ou quatro legendas, temos de reverter isso’’, observa Erundina.
O governador do Amapá, João Alberto Capiberibe, anfitrião no encontro da Executiva Nacional, também avaliou que não há, neste momento, qualquer disposição no partido de discutir a fusão com o PDT ou qualquer outra legenda. ‘‘O que está nos preocupando é a formulação de projetos, de soluções para os problemas da sociedade brasileira’’, disse Capiberibe que apresenta, em Macapá, aos correligionários os projetos de desenvolvimento sustentável elaborados pelo governo e a sociedade.
‘‘Não estamos discutindo a reforma política’’, ressaltou o governador. ‘‘Não houve nenhuma discussão sobre a tese de Brizola.’’ Colaboradores do ex-governador do Rio de Janeiro disseram na semana passada que até grupos oficiais dos dois partidos já estavam elaborando a fusão. O nome da futura legenda seria Partido Trabalhista Socialista.

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