Erros marcaram eleição para prefeito em 2000
PUBLICAÇÃO
sábado, 28 de julho de 2001
De Curitiba 
Nas eleições municipais do ano passado, os institutos de pesquisa erraram feio nas previsões. Dois exemplos: no começo da campanha em Curitiba, o prefeito Cassio Taniguchi (PFL) deveria vencer ainda no primeiro turno, mas o crescimento do deputado estadual Ângelo Vanhoni (PT), considerado um azarão, obrigou os institutos a rever as pesquisas. Pior ainda aconteceu em Londrina, onde o prefeito Nedson Micheleti (PT) nem estava entre os dois primeiros colocados.
Eleição é um negócio complicado. De repente, um candidato passa a ser o preferido e ninguém consegue explicar o porquê, diz Daniel Hatti, da Canadá Pesquisas. O que vimos na eleição passada só prova que pesquisa não influencia o eleitor. A eleição depende mais da atuação dos próprios candidatos do que qualquer outra informação que ele passar para o eleitor, analisa Waldimir Coutinho, da Alvorada Pesquisas.
Rogério Bonilha, do Instituto Bonilha, diz que é preciso desmitificar o poder das pesquisas. O eleitor tem que aprender a ver os resultados dos levantamentos com olhos críticos e não tomar resultados parciais como verdade, afirma Bonilha.
Coutinho alerta que os institutos deveriam adotar mais de uma margem de erro para resguardar a credibilidade. Ele justifica que na eleição do ano que vem o eleitor terá de escolher seis candidatos na urna eletrônica. Ele pode achar que votou no candidato, mas não digitou direito os números dos votos e para a pesquisa ele vai dizer algo que na prática não se consumou. (D.V.)


