Erro em nota empenha freezer por R$ 8,3 mil
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sexta-feira, 15 de abril de 2005
Janaina Garcia<br> Reportagem Local 
Um suposto erro na emissão de uma nota de empenho fez com que a Prefeitura de Londrina determinasse a compra de um freezer horizontal, de 530 litros, por R$ 8.390 e em nome da Secretaria Municipal de Educação.
A informação foi divulgada ontem à noite no programa Brasil Urgente, da afiliada da TV Bandeirantes na cidade, a TV Tarobá. Segundo o apresentador Carlos Camargo, as cópias das notas expostas ao vivo teriam sido repassadas por um funcionário municipal que estranhou o alto preço do equipamento de refrigeração. O servidor teria tido acesso ao fax das contas no início do mês de março, durante a greve, na Marcenaria Municipal (Área Central), local de onde a Secretaria despachava até que acabasse a paralisação.
No fim da nota, com data de emissão de 28 de fevereiro passado, constavam três assinaturas: as de duas funcionárias do setor de Contabilidade e da Gerência de Compras. A terceira assinatura, com carimbo, era a da secretária de Educação, Carmem Sposti.
De acordo com a secretária, os quase R$ 9 mil a serem gastos ''se referiam, na verdade, a seis freezers'' de 530 litros cada, e não apenas um. ''Serão comprados a seis escolas da rede para conservação de alimentos perecíveis. Equivocadamente, saiu um único na nota, mas corrigimos a emissão de uma nova no mesmo dia'', afirmou. Questionada sobre o fato de ela própria ter assinado a fatura incorreta, a secretária admitiu que está ''sujeita a erros, já que assino milhares de documentos todos os dias''.
Segundo Carmem, as seis unidades estão na Marcenaria desde 13 de março a espera do pagamento e da distribuição. ''O erro partiu da Gerência de Compras, verei junto à Procuradoria do Município qual a sanção nesse caso'', adiantou. Pelo jeito, deve caber sanção também ao funcionário que repassou o fax à imprensa: ''A greve acabou e muitos servidores, descontentes, procuram 'chifre na cabeça de cavalo'. Estou preparada para isso. Mas nesse caso agiram de má-fé. Por que não trouxeram a suspeita à chefia?'', questionou.


