Eriberto, ex-motorista de Collor de Mello, é exonerado
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segunda-feira, 01 de setembro de 2003
Agência Estado 
Brasília - O motorista Francisco Eriberto Freire de França foi um dos que perdeu o cargo no Ministério dos Transportes, pouco mais de 9 anos depois de ter sido presenteado com um emprego no gabinete do ministro. Ex-motorista do Planalto, em 1992 ele ganhou fama ao revelar detalhes do esquema de corrupção no governo. Foi com base nas informações sobre o leva-e-traz de dinheiro entre o Planalto e as empresas de Paulo César Farias, que a CPI do Esquema PC montou o quebra-cabeça que derrubou o então presidente Fernando Collor de Mello.
No ministério, Eriberto desempenhava até ontem a função de assistente técnico, equivalente a contínuo, e ganhava R$ 1.220 por mês. Sua mulher, Patrícia Lago Costa de França, também foi exonerada do cargo de chefe de serviço. Os dois conseguiram os empregos graças a amigos, principalmente políticos, que se sentiam na obrigação de auxiliar uma pessoa que ajudou a mudar a história do País.
Em 1992, o motorista viveu dias inesquecíveis. Deu entrevistas, recebeu medalhas, foi capa de revista. Em dezembro, foi ovacionado pelo plenário da Câmara. Com o fim do governo Collor, sem emprego, Eriberto passou dificuldades financeiras. No gabinete não tinha função e nos últimos meses completava o salário lavando carros. Há algumas semanas, o líder do governo no Senado, Aloizio Mercadante (PT-SP), foi procurado para que o ajudasse e prometeu empenho.


