'Era uma CPI sobre drogas e não vi nehuma'
Curitiba - Caboclinho está tentando agora reconstruir sua vida. Ele acha que foi prejudicado pelo trabalho da CPI do Narcotráfico, que deixou de investigar o crime organizado para ver a atuação dos desmanches dele e de Paulo Mandelli (empresário do ramo de auto-peças que está até hoje foragido) no Paraná. ''Era uma CPI de drogas e eu nunca vi droga alguma. Mas ela (a CPI) foi direcionada para mim'', disse.
O empresário isenta os promotores da PIC ou os deputados da CPI de qualquer responsabilidade. ''Eles não tiveram culpa. Foram induzidos a erro. O Neves tem o poder de fazer lavagem cerebral com seus documentos e dossiês. Ele acabou, na época, com a minha vida. Se cometi algum crime, já devo ter pago. Tenho filhos pequenos. Quero esquecer tudo isso e viver em paz.''
Caboclinho acusa ainda Neves e seu grupo de tê-lo torturado por mais de três horas, com sessões de afogamento. As lesões teriam sido comprovadas com laudos do Instituto Médico Legal (IML). Mas o inquérito teria sido arquivado. ''Sou um homem positivo e tenho certeza que o inferno a gente vive aqui mesmo. Eu vivi meu inferno. Agora, é a vez dele (Neves) viver!''. (L.P.)





