Curitiba - O governador Jaime Lerner (PFL) e a equipe de transição do governador eleito Roberto Requião (PMDB) não estão falando a mesma língua. Na avaliação de Lerner, a transição para o governo Requião está sendo tranquila, correta e respeitosa. A equipe de transição montada pelo governador eleito, por sua vez, tem avisado diariamente que vai rever contratos firmados pela Companhia Paranaense de Energia (Copel) com a iniciativa privada, o pedágio, o fechamento do Instituto de Previdência do Estado (IPE) e a prestação de serviços na área de publicidade.
O líder do PMDB na Assembléia Legislativa, deputado estadual Nereu Moura chegou a declarar que o atual governo está segurando informações e demorando a responder os questionamentos levantados pela equipe de transição do governo eleito. Lerner garante que tudo vem sendo feito com transparência.
''Como combinei com o futuro governador, estamos fazendo a transição num clima de profundo respeito. Estou sendo coerente e espero coerência dos dois lados'', disse. Lerner se defende ainda dizendo que todas as informações que estão circulando sobre quebra de contratos e parcerias pelo próximo governo são declarações antigas, do período de campanha eleitoral.
As equipes de transição se reuniram duas vezes, desde o encontro entre Lerner e Requião, no último dia 28 de outubro. Do lado de Requião, além do vice-governador eleito Orlando Pessuti, compõem a equipe de transição Heron Arzua, ex-secretário da Fazenda de Requião (de 1991 a 1994); o ex-deputado Renato Adur; Maurício Requião, irmão de Requião; o secretário-geral do PPS, Rubico Camargo; o deputado estadual Ângelo Vanhoni (PT); e o deputado-pastor Edson Praczyk (PL). A equipe de transição do atual governador é composta pelos secretários José Cid Campêlo Filho (Governo), Ingo Hubert (Fazenda), Ricardo Smijtink (Administração e Previdência) e Guaraci Andrade (Casa Civil).

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