Equipe inclui entre metas crescimento de 3% a 6%
A equipe de FHC incluiu entre as metas de governo o crescimento econômico de 3% a 4% no próximo ano, chegando a 6% daqui a quatro anos. A proposta é alcançar o que o ministro da Fazenda, Pedro Malan, classifica sempre de crescimento sustentável. É aí que recomeçam as dificuldades do pessoal que cuida das metas de governo.
A economia cresceu objetivamente nos últimos seis anos seguidos, como não acontecia desde a década de 70, e vem crescendo num contexto rígido de política econômica, mas o difícil é manter taxas elevadas de crescimento em vários anos consecutivos, admite Pacheco.
A preocupação da equipe, então, passa a ser o desafio mais visível da campanha: esse crescimento econômico vai ser suficiente para gerar o volume de empregos que está sendo proposto?
Pacheco sustenta que a meta de gerar 7,8 milhões de empregos é posta como um desafio. Para ele, os investimentos públicos e privados já programados para os próximos anos criou um conjunto de condições favoráveis para o crescimento econômico, que vai diminuir o desemprego.
São R$ 110 bilhões previstos para infra-estrutura básica nas áreas de telecomunicações, energia, tranporte, petróleo, e R$ 40 bilhões em saneamento e habitação. O aumento dos investimentos no País, combinado com uma série de medidas com o objetivo de duplicar as exportações brasileiras, vai dar as condições para o crescimento sustentável.
As medidas para aumentar as exportações começam pela desoneração e passam pelo estudo de 55 setores para derrubar entraves no comércio atual. O programa de FHC vai trazer uma política de incentivos para incluir as pequenas e médias empresas no rol de exportadores brasileiros, facilidade de créditos, mudança nas normas cambiais e fiscais, entre outras propostas.
O programa prevê também a entrada no País de, no mínimo, US$ 50 bilhões de investimentos diretos estrangeiros nos próximos quatro anos. É uma previsão conservadora, mas viável, afirma Pacheco, sustentando que a economia continuará sendo atrativa para estrangeiros. De acordo com projeções do govenro, o País vai fechar este ano com a entrada de R$ 20 bilhões em investimentos diretos. No ano de 1993, entrou R$ 1 bilhão.
Os investimentos vão estimular emprego em áreas como construção civil, turismo, habitação e saneamento e agricultura irrigada, diz Pacheco. O conteúdo do programa que será anunciado por FHC no dia 3 não não vai especificar um projeto de reforma fiscal e tributária, mas vai deixar explícita sua necessidade.
Todas essas metas foram construídas levando-se em consideração a proposta orçamentária que o governo enviará ao Congresso amanhã. O programa de FHC nem poderia ter um descompasso com o Orçamento proposto para 1999, reforçou um interlocutor do presidente. (C.C.)





