Equipe econômica quer união política para vencer a crise
Equipe econômica
quer união política
para vencer a crise
Paralelo às negociações técnicas que vêm sendo mantidas com o Ministério da Fazenda, a equipe econômica de Lerner manteve ontem contatos políticos em Brasília. Conversamos com diversos deputados para que nos apóiem nessa empreitada. Dos dez degraus que temos de enfrentar, já subimos cinco, comparou José Cid Campêlo Filho, secretário do Governo. O momento não é de discórdia, de autofagia, mas dos políticos do Paraná unirem forças para ajudar o Estado, sugeriu o secretário.
Giovani Gionédis e Campêlo Filho detalharam a proposta de antecipação dos royalties de Itaipu para diversos deputados federais da base aliada. O governo conta com o apoio da maioria da bancada paranaense na Câmara. A romaria em busca de respaldo político para a antecipação pretendida é uma resposta ao bombardeio feito por ex-governadores e senadores contra a antecipação.
José Richa, Roberto Requião, Alvaro e Osmar Dias detonaram a proposta, acusando o governo de inviabilizar futuros governos para saldar pendências criadas pelo próprio governo Lerner. O governador quer a união de todos, declarou Campêlo Filho. A equipe econômica ressaltou ainda que as negociações com o BNDES continuam. O Paraná negocia a venda da Copel e a concessão de um empréstimo-ponte de R$ 1,2 bilhão, com ações em garantia, junto ao banco.
As negociações estão em banho-maria, porque os secretários concentram-se na antecipação dos royalties. Lerner já fez um contato informal, com o novo presidente do BNDES, Andrea Calabi. O governador ficou de voltar ao Rio de Janeiro, para detalhar o procedimento. O empréstimo do banco está emperrado há quase um ano.(L.D)





