A Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF), que deixa de ser cobrada em janeiro de 1999, terá uma solução ‘‘provisória’’ até que seja concluída a votação da reforma tributária. ‘‘Qualquer tratamento não será definitivo, porque temos uma discussão mais abrangente em andamento’’, disse ontem o secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Pedro Parente. Ele não esclareceu se o governo vai propor a prorrogação da cobrança do tributo. ‘‘Quanto estivermos discutindo a reforma tributária, vamos rever a CPMF’’, disse.
Parente informou, ainda, que a nova proposta do governo para a reforma tributária poderá sofrer um pequeno atraso, chegando ao Congresso somente na próxima semana. A Fundação Instituto de Pesquisa Econômica (Fipe), da Universidade de São Paulo, foi encarregada de preparar as simulações sobre os impactos das mudanças propostas pelo governo sobre as finanças federais e estaduais. O trabalho deverá ser entregue no dia 30, a mesma data em que o governo prometeu enviar sua proposta ao Congresso. O secretário-executivo disse que não sabe se receberá o trabalho a tempo de enviar os documentos ao Congresso no mesmo dia. (A.E.)

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