Equipe de transição prepara raio-X da Prefeitura
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segunda-feira, 06 de abril de 2009
Janaina Garcia<br>Reportagem Local 
Os integrantes da equipe de transição ligados ao prefeito eleito Barbosa Neto (PDT) devem concluir até quinta-feira o relatório com o raio-X das administrações direta e indireta de Londrina. A previsão foi feita ontem pelo vice do pedetista e membro do grupo, Joaquim José Ribeiro (PSC), após uma reunião entre os indicados por Barbosa e pelo prefeito interino, José Roque Neto (PTB), com a diretoria e a Presidência da telefônica. Hoje, de manhã e à tarde, a equipe se reúne com diretores e presidente da Administração de Cemitérios e Serviços Funerários de Londrina (Acesf), da Caixa de Assistência de Aposentadoria e Pensão dos Servidores Municipais de Londrina (Caapsml), da Fundação de Esportes (FEL) e do Instituto de Desenvolvimento de Londrina (Idel).
Os trabalhos da transição começaram semana passada, com reuniões na Secretaria Municipal de Governo, em que foi apresentado ao grupo de Barbosa um panorama geral do Executivo, inclusive com a solicitação e o fornecimento de cópias de contratos em andamento. Esta semana o trabalho segue focado nos órgãos da administração indireta.
Segundo o vice-prefeito eleito, os diretores da telefônica - três deles indicados pelo Município, acionista majoritário, três da Copel, minoritário, e um de consenso - passaram ao grupo a situação não só da empresa (na telefonia fixa, celular e internet) como também das coligadas Ask, Adatel e SMTV. ''Recebemos os faturamentos e as dificuldades e pendências que elas têm'', disse Ribeiro. Indagado se o cenário na telefônica é positivo para o próximo prefeito, resumiu: ''Sim, com as pendências de qualquer empresa, mas nada que não seja solucionável''. Sobre as ''pendências'', o vice de Barbosa citou a dívida que o Município tem com a Sercomtel desde 1998, ano em que 45% das ações foram vendidas ao Estado. Ele preferiu não citar cifras do débito. Ele ressaltou, por outro lado, que o governo do pedetista pretende uma ''gestão harmoniosa'' com a Copel. ''Sabemos que ela é fundamental para a expansão.''
Pela administração interina, presente à reunião, o secretário Tercílio Turini (Governo) admitiu que a dívida com a telefônica já está na casa dos R$ 10 milhões. ''Corrigido, chega já a esse valor. A dívida foi reconhecida em 2001, em um acordo de acionistas, mas o Município não a contabilizou - o que agora demanda uma discussão tanto da Fazenda municipal quanto da Sercomtel e do futuro prefeito, pois a Anatel já está questionando essa situação'', revelou. Turini comentou ainda que outra reunião, ainda esta semana, deve centrar foco no call center Ask, cujo passivo, afirmou, já supera os R$ 20 milhões - maior parte, de dívidas com a própria Sercomtel. ''Um grupo de trabalho da gestão do Mário Jorge (Tavares, presidente da telefônica) apontou a necessidade de venda da Ask, e é urgente que se tome uma decisão. A Copel mesmo recomendou a venda da coligada há cerca de dois anos, mas o (então prefeito) Nedson (Micheleti, PT) não quis, e aí a dívida veio se acumulando'', comentou.
Procurado pela reportagem para fornecer detalhes sobre a dívida, Tavares preferiu não citar os números comentados por Turini, mas admitiu que, junto com a Ask, se trata de ''pontos sensíveis que precisam de solução'' colocados pela Anatel, há cerca de duas semanas. ''O importante é que apresentamos o que está sendo feito pela expansão do 43 e a equipe de transição se mostrou sensível a isso. Todos os pontos têm que ser cuidados com serenidade'', concluiu.


