Equipe de transição pede detalhamento funcional
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terça-feira, 31 de março de 2009
Janaina Garcia<br>Reportagem Local 
De um lado, a solicitação de documentos administrativos referentes a contratos de obras e serviços e também a demonstrativos de caixa. De outro, a apresentação do relatório de quase 180 cargos em comissão - das administrações direta e indireta - e das licitações e projetos vigentes. Em suma, foi esse ontem o saldo da primeira reunião da equipe que fará a transição de governo na Prefeitura de Londrina. O grupo é composto por nomes ligados ao prefeito interino, José Roque Neto (PTB), e ao eleito, Barbosa Neto (PDT). A análise de fato da situação que o pedetista vai pegar quando da posse, segundo representantes das duas partes, deve começar mesmo apenas amanhã, quando nova reunião acontecerá, dessa vez, juntamente com secretários municipais.
Indicação da administração interina no grupo, o secretário Municipal de Governo, Tercílio Turini, avaliou que a reunião ''foi positiva'', mas admitiu que só na próxima será apresentado todo o detalhamento funcional da Prefeitura. ''Foi uma reunião boa, passamos todas as informações que tínhamos de momento, com a estrutura que existe hoje existe em alguns órgãos, mas será na de quinta em que as análises poderá ser aprofundadas'', disse.
''Os secretários farão o levantamento de dados para que os membros do grupo do prefeito eleito possam, eles próprios, traçar um diagnóstico e projetar suas ações'', definiu Turini. Indagado se foram colocadas já ontem questões pontuais, o secretário elencou a situação jurídica envolvendo a instalação do ILS e ampliação da pista do Aeroporto e o fim do prazo, ontem, para entrega da obra do viaduto na Avenida Airton Senna, orçado em cerca de R$ 4 milhões. ''Como o prazo para fim da obra era hoje (ontem) e menos de 20% dela foram entregues, a empresa (Visatec) foi notificada e tem prazo de um mês para se manifestar.''
Pelo grupo de Barbosa, seu vice, Joaquim José Ribeiro (PSC), foi cauteloso ao opinar sobre as impressões obtidas do encontro. ''Requisitamos os documentos administrativos para avançar no plano de ação, mas é fato que algumas questões sérias, como a planilha do transporte coletivo e o contrato com a Sanepar, ficam aí como problemas para serem resolvidos'', encerrou.


