Curitiba A equipe de transição montada pelo PMDB do governador eleito Roberto Requião encerrou a primeira semana de trabalhos sem conseguir do governo Jaime Lerner (PFL) um local definido para servir de sede. Essa foi, na avaliação do coordenador do grupo, vice-governador eleito Orlando Pessuti (PMDB), a única pendência. O atual governo, por sua vez, promete deixar à disposição da equipe qualquer espaço necessário.
Nesta semana, o grupo vai estudar o setor de previdência montado na gestão Lerner. Pessuti passou os últimos dias debruçado sobre o diagnóstico das finanças estaduais, fornecido pelo secretário da Fazenda, Ingo Hubert. O futuro secretário da Fazenda, Heron Arzua, também está atento aos números, além de se dedicar ao estudo do orçamento do próximo ano, que aguarda aprovação na Assembléia Legislativa. O PMDB obteve ainda um raio-x da estrutura administrativa do Estado, que pretende mudar no ano que vem. O número de 17 secretarias de Estado deverá ser revisto.
Apesar da falta de um local fixo que abrigue a equipe e as pilhas de documentos, Pessuti faz um balanço positivo do início dos trabalhos. A principal queda-de-braço vencida pelo PMDB foi o adiamento, para 2003, do concurso para professores. Eles não concordam ainda com os testes seletivos para os quadros da Paraná Previdência, o fundo de pensão e aposentadoria do funcionalismo, e os portos de Antonina e Paranaguá.
O PMDB aguarda para esta semana uma relação de contratos e licitações de diversas áreas. Requião não quer ser pego de surpresa por detalhes que comprometam sua administração. Segundo o secretário da Administração e Previdência, Ricardo Smijtink, o material solicitado está quase pronto e será entregue nos próximos dias. A tônica, porém, estará no sistema previdenciário. A reunião entre as equipes de Requião e Lerner está marcada para quarta-feira.
O governador colocou seus quatro principais secretários, todos de confiança, no controle das informações que são fornecidas ao PMDB. O staff do pefelista garante que não há dados confidenciais.
Antes da troca de comando no Executivo, em dois meses, as equipes vão discutir, entre outros temas, o pedágio e os contratos formados com as montadoras que se instalaram no Estado.
O processo de transição só será concluído no final de dezembro. Requião assume no dia 1º de janeiro.

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