Curitiba - A equipe nomeada pelo governador eleito Roberto Requião (PMDB), para cuidar do processo de transição entre o atual e o próximo governo, está preparando uma lista de cobranças para fazer à equipe que representa o governador Jaime Lerner (PFL). A relação de pedidos será entregue na próxima reunião entre as equipes, ainda sem data marcada. Segundo o vice-governador eleito, deputado estadual Orlando Pessuti (PMDB), chefe da equipe de transição de Requião, uma série de documentos solicitados ainda não chegou às mãos do PMDB.
''Faltam os protocolos firmados pelo governo do Estado com as montadoras, as planilhas das tarifas do pedágio e a previsão de orçamento da Copel (Companhia Paranaense de Energia) de 2003 a 2006'', enumerou Pessuti, que ontem tentava agendar a reunião para terça-feira que vem. Falta também, de acordo com ele, resposta do governo Lerner sobre a prorrogação ou não de contratos com agências que cuidam da publicidade oficial.
Ontem, Pessuti tentaria contato o secretário da Fazenda e presidente da Copel, Ingo Hubert, o chefe da equipe de transição de Lerner. Os trabalhos das equipes de transição estão parados desde o dia 19 de novembro, quando o secretário cancelou a reunião com os peemedebistas. O PMDB planeja fazer apenas mais dois encontros com o time de Lerner: o de terça-feira e outro, na semana seguinte. Segundo a assessoria de imprensa do Palácio Iguaçu, não está confirmada a data da próxima reunião.
A Fazenda informa que está fornecendo todas as informações solicitadas pelo grupo de Requião. Já foram entregues pelo menos 30 cd's roms sobre licitações, convênios em andamento e outros assuntos.
Mesmo assim, o PMDB diz não ter ainda um diagnóstico preciso da situação do Estado. Pessuti já declarou que o futuro governo prevê dificuldades: capacidade de investimento reduzida, dívida elevada (perto de R$ 10 bilhões, de acordo com o governo, e de R$ 15 bilhões, nos cálculos do PMDB), rodovias pedagiadas e portos terceirizados. Dados oficiais divulgados pelo governo do Estado dão conta que Requião pode iniciar seu governo, a partir de 1º de janeiro de 2003, com um saldo disponível nos cofres de R$ 4,1 bilhões.

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