O PMDB de Roberto Requião já deflagrou a operação de alianças com vistas ao segundo turno. Na noite de quinta-feira, durante o último comício de Requião em Londrina, no Parque Ouro Branco (zona Sul), o clima entre candidatos, assessores e correligionários era o da certeza da polarização com o candidato da Coligação Vote 12, Alvaro Dias (PDT). Entre os apoios dados como certos, segundo uma fonte da executiva estadual, estão o PT, o PPS e setores do PSDB.
No comício para três mil pessoas, Requião discursou por cerca de 15 minutos e destinou um terço do tempo para pedir o voto ao ''amigo e irmão'' Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para presidente.
Acompanhado do vice, Orlando Pessuti, e do candidato ao Senado Paulo Pimentel, Requião aparentava serenidade, mesmo após um dia de périplo por Curitiba e Região Metropolitana. ''Ele tirou um nó da garganta'', disse o vice Pessuti. Segundo Pessuti, no debate da noite anterior, promovido pela Rede Globo, Requião adotou a estratégia de responder as supostas agressões atribuídas a ele durante o horário eleitoral gratuito. ''Era a oportunidade que faltava para ele esclarecer os fatos'', disse Pessuti.
No palanque, Requião voltou à carga contra Alvaro e o governo Lerner (PFL). Quanto à preocupação manifestada há uma semana sobre uma possível derrota para Alvaro em Londrina, o peemedebista foi lacônico: ''Não posso imaginar que Londrina queira votar nos ladrões da Ama/Comurb e da Prefeitura de Maringá'', insinuando sobre os apoios recebidos por Alvaro na região.
Deixando claro que o discurso de quinta-feira era apenas uma despedida do primeiro turno, Requião conclamou a militância para a segunda etapa da disputa, que inicia nesta segunda-feira. Nos bastidores, as conversas com outras siglas se dão em todas as frentes. ''Com o PT já conversamos há mais de um ano'', disse um influente parlamentar peemedebista, que garantiu também estar encaminhando o apoio do PPS e de setores do PSDB. Caso não chegue ao segundo turno, o espólio político tucano será alvo de uma intensa disputa. ''Sabemos que o Alvaro tem aliados dentro do PSDB, mas també inimigos, porque ele foi expulso do partido'', analisa a fonte, adiantando que também estão ''perto de trazer uma boa parte do PFL''.

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