Curitiba - Na primeira entrevista como governador eleito do Paraná, Beto Richa (PSDB) avaliou a campanha eleitoral como muito árdua, acirrada e a mais difícil que ele já disputou. Criticou os institutos de pesquisa, o uso da máquina federal e do Estado na campanha do seu adversário Osmar Dias (PDT). Apesar disso, disse que esperava a vitória
no primeiro turno. O primeiro passo dele como governador será montar a equipe de trabalho, mas não adiantou possíveis nomes para o secretariado.
  ‘‘Vou escolher a dedo os meus assessores e os nossos secretários. A minha equipe tem metas a cumprir. Não cumpriu, está desligado da equipe’’, disse. Beto pretende dar uma pausa de uns cinco dias para descansar, mas, em seguida, deve dar apoio ao candidato à Presidência da República, José Serra.
  Richa fez várias críticas a campanha de Osmar Dias. ‘‘Lutamos contra o uso indiscriminado da máquina do Estado e da máquina federal. Não é fácil enfrentar o Presidente da República, a candidata do PT e os senadores’’, destacou.
  O governador eleito afirmou ainda que pretende trabalhar para gerar empregos e realizar um governo com desenvolvimento econômico e social. ‘‘Estamos virando a página da história e abrindo uma nova, com diálogo, democracia e gestão moderna’’, afirmou.
  Para governar com uma provável maioria de oposição na Assembleia Legislativa, o vice-governador eleito, Flávio Arns, aposta no diálogo. ‘‘Toda lei que se baseia num amplo debate com a sociedade, com a Assembleia, com todo mundo, é uma lei boa para todo mundo. E é isso que nós queremos fazer no Paraná.
  Richa comentou ainda o resultado da eleição para os senadores que faziam parte da coligação dele. ‘‘O Gustavo Fruet e o Ricardo Barros tiveram um grande desempenho. Com todas as dificuldades, largaram lá trás, conseguiram crescer, lamentavelmente faltou muito pouco’’, disse.

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