Equipe da Federal
vai ao Acre para
prender comparsas
A Polícia Federal deslocou ontem para o Acre pelo menos 15 homens do Comando de Operações Táticas (COT), encarregado de executar missões de risco, para prender o deputado federal cassado Hildebrando Pascoal e outras 28 pessoas acusadas de participar de narcotráfico e de grupo de extermínio no Estado. A equipe do COT foi acionada para agir após a votação do pedido de cassação do mandato de Pascoal na Câmara. Há expectativa de reação armada por parte dos acusados, já que 15 deles são policiais ou ex-policiais civis e militares.
Os nomes dos envolvidos constam do dossiê encaminhado à Procuradoria Geral da República pelos membros da CPI do Narcotráfico. Alguns dos acusados já cumprem pena de prisão. Um dos nomes citados no dossiê é o de Pedro Pascoal Duarte Pinheiro Neto, irmão de Pascoal. Ele é acusado de participar do assassinato do traficante Agilson Firmino, o Baiano, e de seu filho de 15 anos. Baiano era suspeito de matar o vereador Itamar Pascoal, irmão de Pascoal.
A Polícia Militar do Acre deverá ajudar nas prisões e dar proteção às testemunhas que depuseram contra Pascoal, como o delegado Carlos Alberto Bayma, que confessou ter libertado criminosos a pedido dele. O delegado estaria com os dias contados, segundo ameaças recebidas pela PM.
O pedido de prisão é baseado na acusação de que eles formaram quadrilha para tráfico de drogas. Cinco depoimentos apontam a participação de Pascoal em narcotráfico. O vaqueiro Irineu José de Lima disse que viajou com ele certa vez à Bolívia para apanhar 960 kg de cocaína. (A.F.)

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