'Época é de colheita', diz empresário
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segunda-feira, 10 de junho de 2002
Reportagem Local 
A procura antecipada pelos outdoors em época de campanha eleitoral é justificável se considerado o volume arrecadado pelas empresas especializadas. Segundo o gerente de uma das maiores empresas de outdoors de Londrina, a Propaga Outdoor, Luiz Marcelo Heidel, a cada dois anos, durante as eleições, o setor movimenta milhões. Não sei exatamente o valor, mas posso dizer que são vários milhões. No outdoor, essa é época de colheita, calculou.
Segundo a Folha apurou, em Londrina, um outdoor com nove metros de comprimento por três de largura, com uma foto grande, não sai por menos de R$ 300,00 a cada 14 dias.
Apesar de atraente e mais barato que os outdoors (R$ 150 a cada 30 dias), os painés publicitários colocados nas traseiras dos ônibus de transporte coletivo urbanos não podem ser utilizados para propaganda eleitoral. Os ônibus são concessão de serviço público e é proibido o uso para propaganda eleitoral. O ônibus, como concessionária, está prestando serviço público e a lei diz que bens públicos e concessionárias de serviço público não podem ser utilizados para isso, afirmou a secretária judiciária do TRE, Ana Flora França e Silva.
Um dos adeptos dessa modalidade publicitária, é o pré-candidato a deputado federal Paulo Muniz (PSDB). Proprietário da Comaves (Frango Vit), Muniz têm se utilizado dos ônibus para fazer propaganda da marca e se tornar conhecido. É importante que saiba nos vincular, porque o Paulo Muniz nunca foi vinculado (a marca). O objetivo não foi político, mas se podemos agradar a interesses múltiplos, que bom. Sem afetar e sem ofender o que a justiça eleitoral determina, afirmou.
Outro alerta feito pela secretária judiciária, é sobre a distribuição de brindes antes do período permitido para a campanha. Se ficar configurado como brinde, eu entendo que é proibido. Está dando brinde por quê? E toda propaganda só é permitida a partir de 6 de julho, afirmou Ana Flora.
O pré-candidato a deputado estadual pelo PPB, Luiz Nishimori, que está distribuindo pacotes de sementes com foto e nome em destaque, disse não haver impedimento para a distribuição. Conversamos com o juiz eleitoral de Maringá, e ele falou que estava ok. Mostramos inclusive. Isso daí é semente nossa, sou produtor de sementes. Colocamos isso para divulgar a empresa e divulgar o meu nome, alegou. (C.O.)


