Episódios incomodam
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terça-feira, 06 de agosto de 2002
Denise Angelo <br>Equipe da Folha 
Curitiba - O senador Alvaro Dias (PDT) disse que os acontecimentos do dia 30 de agosto de 1988 ''já prescreveram, principalmente para as pessoas inteligentes''. Ele acredita que o fato pode ser explorado por seus adversários, mas isso não deve ter impacto na sua campanha. Segundo ele, os professores não admitirão que o incidente seja explorado politicamente. ''Se os professores se sentirem usados, a repercussão não será favorável a quem usar esse fato como argumento'', considera o candidato.
Ele voltou a confirmar sua presença no debate sobre educação, que será promovido pela APP-Sindicato no próximo dia 15, na Federação Espírita, em Curitiba.
O candidato do PDT disse que não promete aumento salarial porque isso é uma afronta aos professores. ''Não é isso que eles exigem, eles exigem compromisso ético, e isso eu assumo.'' Disse ainda que preende criar um canal permanentemente aberto de comunicação com os professores. Questionado se esse canal seria sem a presença da cavalaria, como foi em 1988, o candidato disse que o governador não determina quais os instrumentos que devem ser usados pela polícia durante uma aglomeração.
O candidato do PMDB ao governo do Estado, Roberto Requião, não considerou que a manifestação feita ontem na Assembléia, ressuscitando a morte de Teixeirinha, tivesse a intenção de atingí-lo. ''Sou a favor da reforma agrária, sou solidário.'' Requião sugeriu à reportagem inclusive que perguntasse ao MST o que o movimento pensa sobre ele.
Afirmou que quando saiu do governo determinou que o assassinato do líder sem-terra fosse investigado e concluiu dizendo que não acredita que a manifestação tenha realmente sido organizada por integrantes do MST. ''O Movimento sabe de que lado eu estou.''


