Episódio revela nova correlação de forças
Episódio revela nova
correlação de forças
No discurso que fez após a decisão do Colégio de Líderes, o senador Jáder Barbalho disse ainda que, nesse episódio, não deveria ter faltado o diálogo pessoal entre ele e Antonio Carlos Magalhães. No fim, o senador fez uma celebração de paz com ACM. Dizem que nós somos parecidos, comentou. Mas, se sou parecido com Vossa Excelência, só sou nos defeitos, concluiu Barbalho.
A avaliação dos parlamentares é que o embate político resultou numa nova correlação de forças no Congresso, ampliando as condições de entendimentos políticos no parlamento. A manhã de ontem começou tensa na Comissão Mista do Orçamento. O confronto preocupava tanto os líderes políticos que, na noite anterior, ACM e o presidente nacional do PFL, senador Jorge Bornhausen (SC), encontraram-se com o presidente FHC, quando trataram do assunto.
Para tentar uma solução, o senador Siqueira Campos (PFL-TO) entrou com um requerimento pedindo ao presidente da Comissão de Orçamento, senador Gilberto Mestrinho (PMDB-AM), a interrupção da sessão para uma reunião de 30 minutos do Colégio de Líderes. A negociação durou duas horas.
No início, o líder do governo no Senado, José Roberto Arruda (PSDB-DF), defendeu o nome do senador Arthur da Távola (sem partido-RJ) para ocupar a relatoria, por ser neutro. Mas ninguém concordou com a sugestão, que foi logo descartada. O deputado José Carlos Aleluia (PFL-BA) alegou que, como Távola não tinha partido, desprestigiaria todos as legendas.
Para o líder petista, deputado José Genoino (SP), o embate foi válido por preservar a instituição. A importância da decisão é por ter sido o resultado de um consenso no Colégio de Líderes, onde todos os partidos são ouvidos para resolver pendências, afirmou o deputado.





