Conforme o Ministério Público, todos os envolvidos tinham ciência da irregularidade da transação. ''A proibição, a nulidade, enfim, todas essas circunstâncias eram de conhecimento de todos os réus. Tanto é assim que não fizeram constar a operação nos registros da Sercomtel, e, aos olhos do BNDES, órgão responsável pelo leilão da Telebrás (...) a Sercomtel deliberadamente não foi arrolada como consorciada, pois realmente não poderia participar do leilão. Contudo, se encarregou de emprestar gratuitamente a suas parceiras a cifra de R$ 70 milhões.''
A ação pede a nulidade dos contratos, a condenação por improbidade administrativa dos envolvidos, o ressarcimento integral do dano, pagamento de multa, e, liminarmente, a indisponibilidade de bens dos requeridos, a fim de garantir os valores que devem ser ressarcidos no caso de uma condenação no processo.
O advogado de Rubens Pavan, Gilberto Baumann, tomou conhecimento do ajuizamento da ação através da página eletrônica do MP. ''Mais uma vez o MP deixa claro que não quer resolver os problemas, mas aparecer na mídia. As pessoas que são parte no processo e que deveriam ser as primeiras a saber, são as últimas. Isso com certeza irá merecer uma representação nossa contra o MP'', afirmou. Baumann somente deverá se manifestar sobre as acusações após retirar cópias do processo. Nenhum dos demais citados na reportagem foi localizado pela reportagem. (C.O.)

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