São Paulo - O Tribunal Regional Federal da 1 Região concedeu ontem o pedido de habeas corpus feito por Osvaldo Bargas (ex-secretário do Ministério do Trabalho), Expedito Afonso Veloso (ex-diretor do Banco do Brasil) e Jorge Lorenzetti (ex-analista de mídia da campanha do PT), acusados de envolvimento na tentativa de compra de um dossiê contra políticos tucanos.
A Justiça Federal de Mato Grosso havia decretado a prisão dos três e de Freud Godoy (ex-assessor da Presidência), Valdebran Padilha (petista de Mato Grosso) e Gedimar Passos (ex-funcionário do comitê de campanha do PT) pelo suposto envolvimento na compra do dossiê. A Polícia Federal só não efetivou as ordens devido à legislação eleitoral, que impedia a prisão de qualquer eleitor desde o dia 22 de agosto.
No pedido de habeas corpus, a defesa de Afonso Veloso, Bargas e Lorenzetti requisita a suspensão da ordem de prisão deles e dos demais investigados até a decisão final do julgamento. O tribunal considerou que os acusados compareceram a todas as solicitações da Justiça e que não trabalham para prejudicar as investigações sobre o caso.
O procurador da República em Cuiabá (MT) Mário Lúcio Avelar, que atua na investigação da origem do dinheiro do dossiê contra tucanos, afirmou que voltou a pedir ontem à Justiça Federal a quebra de sigilo bancário de Simone, mulher de Freud Godoy, ex-assessor da Presidência, e da empresa dela, a Caso Sistemas de Segurança. Avelar quer ainda a abertura de sigilo das aplicações de Freud em Bolsas de Valores. Anteontem, o juiz da 2 Vara Federal de Cuiabá (MT), Jeferson Schneider, quebrou o sigilos bancário de Freud, mas negou estender a medida à mulher dele e à empresa Caso.

mockup