São Paulo - O advogado Paulo Ramalho, que defende o auditor federal Hélio Lucena, um dos oito fiscais presos devido ao envolvimento no caso do ''Propinoduto'', visitou onem seu cliente e afirmou que não entraria com pedido de habeas corpus ontem.
Os oito fiscais permanecem presos no 23º Batalhão da Polícia Militar, no Leblon, zona sul do Rio de Janeiro. Eles dividem uma cela de 28 metros quadrados, com quatro beliches.
Além de Hélio Lucena, que se entregou à polícia anteontem, os outros sete foram presos na noite de terça-feira. Eles são acusados de manter contas bancárias irregulares na Suíça, em um suposto esquema de corrupção que movimentaria pelo menos US$ 33,4 milhões.
A prisão foi decretada pelo juiz da 3 Vara Criminal Federal, Lafredo Lisboa, após o depoimento da ex-mulher do fiscal Carlos Eduardo Pereira Ramos, que detalhou como o ex-marido guardava dólares em casa, e havia lhe confessado mandar tudo para a Suíça. Pereira Ramos teria US$ 18 milhões.
Os sete presos são: Rodrigo Silveirinha Corrêa, que foi subsecretário de Administração Tributária durante a gestão do ex-governador Anthony Garotinho (PSB) - de 1999 a abril de 2002 -, Carlos Eduardo Pereira Ramos, Rômulo Gonçalves, Lúcio Manuel Picanço, Amaury Franklin Nogueira Filho, Axel Ripoll Hamer e Sérgio Jacome de Lucena.

mockup