Envolvidos no processo negam fraude em licitações
Os réus citados em ação civil pública negam as acusações. Segundo o prefeito Manoel Kuba, ''isso aí (a irregularidade) já faz muito tempo e quem falou (denunciou) é um rapaz que está falido''. Kuba salientou ainda que a denúncia ''não existe'' e que ele não teria mais nenhum comentário a fazer. ''Já respondemos o processo'', garantiu. Porém, no cartório do Fórum, a reportagem foi informada que os dois processos ainda estão em andamento. O 146/04 está aguardando a notificação de partes e o 116/04, a defesa prévia.
O empresário José Ferri também se defendeu. ''A gente entrava com a carta-proposta e executava a obra com os valores dentro do orçamento'', definiu. De acordo com ele, não teria ocorrido pré-acordo de valores para beneficiar sua empresa. ''Isso é armação política, nunca aconteceu'', declarou.
Na opinião do secretário João Carlos Hartekoff, a denúncia foi feita ''por um louco em função deste ano ser ano político''. Hartekoff pediu licença da administração porque pretende pleitear na convenção do PP uma vaga para concorrer como vereador nas próximas eleições. ''As possíveis irregularidades, ele vai ter que provar na Justiça. As licitações estão certas. Prefeitura hoje não é mais casa da sogra, está tudo certo'', argumentou.
A Folha não conseguiu falar com a vice-prefeita nem com o secretário Osvaldo Martins. (F.B.)





