Envolvidos negam denúncias
Curitiba - Em nota oficial, o secretário de Estado da Segurança Pública, Luiz Fernando Delazari, afirmou que as denúncias do tenente-coronel Valdir Copetti Neves são uma tentativa de desviar o foco das acusações que recaem sobre ele e que irá responsabilizá-lo, judicialmente, por injúria, calúnia, difamação e danos morais. ''Que crédito merece um policial acusado de chefiar uma quadrilha desarticulada pela Polícia Federal e Secretaria de Estado da Segurança Pública do Paraná?'', diz a nota.
Delazari afirmou, também que, desde que assumiu o comando da Segurança Pública do Estado, em maio de 2003, colocou como uma das prioridades o combate à corrupção em todos os níveis. ''Não admitirei que qualquer policial, independentemente do escalão, escape da punição por práticas criminosas, o que inclui o tenente-coronel Neves'', prossegue a nota.
O secretário de Estado do Trabalho, Emprego e Promoção Social, Padre Roque Zimmermann, disse que não há qualquer verdade nas afirmações de Neves a seu respeito. ''É de uma insensatez mastodôntica'', rebateu. O secretário afirmou que questionou a cobrança de ''pedágio'' nos acampamentos de sem-terra, mesmo antes de ingressar na política, mas que não tinha porque se posicionar contra.
Sobre sua convocação para depor na CPMI da Terra, Padre Roque respondeu que terá o ''maior prazer'' em contribuir com os parlamentares. ''Estranho que até agora não me chamaram, já que sempre sou citado nos depoimentos'', disse ele.
O coordenador estadual do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), Roberto Baggio, negou a cobrança de ''pedágio'' nos acampamentos, afirmando que que a tentativa de Neves, que desde os anos 90 perseguiria o movimento, é desviar o foco das acusações. (A.L.)





