Envolvidos dizem que eram 'agentes políticos'
Curitiba - O promotor de Justiça de Ivaiporã, Marco Aurélio Tavares, ouviu na sexta-feira última os envolvidos na denúncia, com exceção de Luma de Oliveira, que mora em Londrina, e Adílio Gordert Soares de Souza, que reside em Presidente Prudente (SP). Todos eles confirmaram ao promotor que foram nomeados para o gabinete da primeira secretaria ou da presidência da Assembleia Legislativa (AL) do Estado, comandados, respectivamente, pelos deputados Alexandre Curi (PMDB) e Nelson Justus (DEM).
Os envolvidos afirmaram que trabalhavam como ''agentes políticos'' em Ivaiporã, uma espécie de representação dos deputados na base eleitoral. Nenhum deles, contudo, morou em Curitiba. ''Eles disseram que participavam de reuniões, organizavam eventos, coisas assim. No meu entendimento, os servidores nomeados para os gabinetes da Mesa Diretiva não poderiam atuar nas bases políticas. É uma situação esdrúxula'', disse ele, em entrevista ontem à Reportagem.
Segundo os envolvidos na denúncia ouvidos pelo promotor de Justiça, o valor dos salários pagos pela AL ficava em torno de R$ 1 mil.
Tavares conta que Paulo Ricardo Soares de Oliveira, filho de Miguel de Oliveira, servidor efetivo da Prefeitura de Ivaiporã, alega que começou a trabalhar na colheita de grãos depois de ter sido exonerado da AL, o que teria ocorrido em fevereiro do ano passado, ainda segundo ele. Já o pai de Luma de Oliveira, Sidney Oliveira, servidor comissionado da Câmara de Ivaiporã, disse ao promotor de Justiça que sua filha começou a estudar direito na Unifil também depois de ter sido exonerada da AL, em abril, junto com todos os demais comissionados da Casa. Ele não soube explicar, contudo, em qual data sua filha teria se mudado para Londrina.
Todos os demais envolvidos afirmaram que foram exonerados em abril último, junto com todos os outros comissionados da AL, por conta do processo de reenquadramento em curso na Casa. (C.S. e W.S.)





