Envolvido repete depoimento Josoé de CarvalhoEdinho: falou, mas não disse nada de novo Silvana Leão De Londrina O ex-presidente da comissão de licitação da Autarquia Municipal do Ambiente (AMA), Edson Alves da Cruz (Edinho), prestou depoimento na terça-feira à Comissão de Sindicância da Prefeitura de Londrina, que apura indícios de irregularidades em contratos realizados na autarquia. Segundo o secretário municipal de Administração, José Araídes, que preside a comissão, Edinho não acrescentou nada de novo às investigações. ‘‘Ele apenas repetiu o que já disse ao Ministério Público’’, afirmou Araídes. O depoimento foi interrompido antes do previsto, por causa da presença da imprensa. Araídes não soube dizer se Edinho voltará a ser ouvido. ‘‘Vou me reunir com os demais membros para decidirmos qual será a conduta daqui para a frente. Esta não deve ser uma deliberação minha’’, disse o secretário. ‘‘Ele veio prestar esclarecimentos e colaborar com os trabalhos da sindicância’’, disse o advogado de Edinho, Vicente de Paula Marques Filho, acrescentando que seu cliente não teve benefício nenhum como funcionário da AMA. ‘‘Ele é um rapaz simples, pobre, e está sofrendo em virtude de irregularidades que não cometeu.’’ Marques Filho não quis falar se Cruz vem sofrendo algum tipo de ameaça. O Ministério Público divulgou, em dezembro do ano passado, uma lista recebida por fax pelo então presidente de licitações, dando orientações sobre como deveriam ser os processos licitatórios da autarquia, quais empresas deveriam vencer e para onde os cheques teriam de ser enviados. O documento comprova que as sete licitações realizadas na AMA em janeiro de 99 foram fraudulentas. Além da comissão de sindicância, Edinho já depôs junto ao Ministério Público, à CEI da Câmara de Vereadores, à Polícia Civil e à Polícia Federal, quando acusou o ex-diretor administrativo-financeiro da Comurb, Eduardo Alonso, de ser o responsável pelas licitações falsificadas. Edinho também afirmou à PF que o dinheiro resultante destes contratos foi utilizado para pagar dívidas de campanha dos deputados Antonio Carlos Belinati e José Janene.

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