Envolvido em desvios por contas CC5 é condenado
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terça-feira, 11 de novembro de 2003
Maria Duarte<br> Equipe da Folha 
Curitiba - A 2 Vara Federal Criminal de Curitiba condenou ontem Divonzir Catenace, proprietário em Foz do Iguaçu da Sigla Câmbio e Turismo e da Casa de Câmbios Imperial, a 12 anos e oito meses de prisão. O cumprimento inicial da pena será em regime fechado, conforme a sentença. A condenação inclui ainda o pagamento de 12 mil salários mínimos vigentes na época do crime, de 1996 a 1998 (o mínimo era de R$ 112,00). Essa foi a primeira sentença condenando um dos denunciados por remessas fraudulentas efetuadas através de contas CC-5. A 2 Vara Federal Criminal é especializada em crimes contra o sistema financeiro nacional e lavagem de dinheiro.
Catenace está preso desde o dia 11 de agosto. Os demais denunciados na mesma ação (Rubens Catenacci, Victor Manuel Decoud Cardenas e Oscar Antero Cardenas Morel, sócios de Catenace) estão com prisão preventiva decretada. De acordo com informações da Justiça Federal, Rubens está foragido. Cardenas e Morel têm domicílio no Paraguai, o que dificulta a prisão por autoridades brasileiras.
A denúncia que deu origem à sentença partiu do Ministério Público federal. Divonzir Catenace seria um dos principais responsáveis pela remessa irregular ao exterior de R$ 587 milhões no período de 1996 a 1998, através de contas CC-5. As contas tinham como titular a Imperial, mas recebiam depósitos de contas abertas em nome de ''laranjas''. Dessa forma, ficava prejudicado o controle do Banco Central sobre o real proprietário do dinheiro enviado ao exterior. A Folha não conseguiu contato ontem com a defesa de Catenace.


