Caracas – A Venezuela suspenderá qualquer envio de petróleo a Cuba, anunciou ontem um dos administradores da estatal Petróleos de Venezuela (PDVSA) numa coletiva, horas depois da queda de Hugo Chávez da presidência. ‘‘Nem um só barril de petróleo para Cuba’’, assinalou o administrador do fornecimento, refino e comercialização da PDVSA, Edgar Paredes.
Paredes é um dos sete diretores da empresa mais importante do país demitido domingo passado pelo ex-presidente Hugo Chávez, por ter liderado uma greve na companhia, e restituído ao cargo esta sexta-feira pelo presidente da junta transitória de governo, Pedro Carmona.
Venezuela e Cuba assinaram em 2000 um acordo de cooperação que prevê a venda à ilha caribenha de 53 mil barris diários de petróleo venezuelano com facilidades de pagamento. O ex-presidente Chávez é fraterno amigo do presidente cubano Fidel Castro.
O chanceler de Cuba, Felipe Pérez Roque, denunciou ontem que uma ‘‘turba violenta’’ em torno de 400 pessoas estaria cercando a embaixada de Havana em Caracas, e afirmou que os diplomatas da ilha creditados na Venezuela defenderão o local mesmo se isto lhes custar a vida.

mockup