Envelope encontrado no cativeiro é de ex-garçom
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sexta-feira, 01 de fevereiro de 2002
Marcus Lopes Agência Estado 
São Paulo O ex-auxiliar de garçom do Restaurante Rubaiyat Eduardo Costa Marto, de 21 anos, confessou ao delegado seccional de Taboão da Serra, na Grande São Paulo, Romeu Tuma Júnior, que era dele o envelope do estabelecimento encontrado no cativeiro de Embu, na região metropolitana. Segundo o delegado, não ficou claro, porém, como o invólucro foi parar no local.
Marto foi preso na quarta-feira, acusado de envolvimento no resgate de presos, de helicóptero, em Guarulhos (SP). Ele disse que o envelope deve ter sido utilizado para guardar o resultado de um exame médico e a indenização, quando ele deixou o restaurante, disse Tuma Júnior. O cativeiro de Embu fica a cerca de 300 metros da casa de Narto, que confessou ser amigo do grupo envolvido na libertação e que conhecia o lugar.
De acordo com Tuma Júnior, Marto apresentou-se à polícia como desempregado e não tem passagens. O delegado revelou ainda que é praticamente certo o envolvimento dele com a quadrilha que resgatou os detentos.
À tarde, Marto prestaria um novo depoimento. Desta vez, as perguntas seriam em torno da possível ligação do ex-auxiliar de garçom do restaurante e do bando com o sequestro do prefeito de Santo André, Celso Daniel (PT). Desde a descoberta do cativeiro em Embu, a polícia não descarta a hipótese do envolvimento do grupo com este crime.
A principal pista com a qual a polícia trabalha no momento é o fato de Marto ter sido empregado do Rubaiyat, onde Daniel jantou com o empresário Sérgio Gomes da Silva, dia 18, quando foi levado pelos seqestradores. Mas qualquer conclusão sobre esse episódio ainda é prematura, disse o delegado.


