A reforma política, que movimenta as discussões na Câmara dos Deputados há três semanas, não é de conhecimento de 51,5% dos entrevistados que participaram da pesquisa CNT/Sensus divulgada ontem. Apenas 19,8% acompanham o assunto, enquanto 27% disseram apenas ter ouvido falar sobre o tema.
A adoção de votos em lista fechada no partido e não no candidato, uma das propostas da reforma, não agrada 74% dos entrevistados. Já 16,6% são favoráveis e outros 9,5% não souberam responder.
Em caso de voto na legenda, 22% dos entrevistados disseram que não votariam em partido algum. Nos que votam em determinado partido, o PT lidera a preferência com 21,4%; seguido pelo PMDB, com 10%; PSDB, com 7,7%; PDT, com 3,1%; e DEM, com 2,8%.
Entre os que acompanham o debate sobre a reforma política, 50,5% defendem a fidelidade partidária, que estabelece regras para que os parlamentares mudem de legenda. Já 40,7% são contrários. Apenas 8,8% não souberam responder.
A polêmica em torno do financiamento público de campanha não divide a opinião dos entrevistados. Do total, 75,2% são contrários à medida, enquanto 18,7% são favoráveis - 6,1% não souberam opinar sobre o assunto.
A pesquisa ouviu 2.000 pessoas de 18 a 22 de junho em 136 municípios de 24 Estados. A margem de erro é de três pontos percentuais para mais ou para menos.
O primeiro item da reforma política - lista fechada - está previsto para ser votado hoje na Câmara.
Para o relator da proposta da reforma, deputado Ronaldo Caiado (DEM-GO), o ideal é a aprovação da lista fechada, enquanto integrantes de diversos partidos defendem a adoção da lista flexível, em que os nomes dos candidatos são pré-estabelecidos pela legenda. (R.G.)

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