Entrevista satisfaz aliados
Os aliados do Palácio do Planalto aplaudiram a iniciativa do presidente Fernando Henrique Cardoso de falar aos eleitores em entrevista coletiva à imprensa. ‘‘Não vi, mas gostei’’, repetiram o secretário-geral do PSDB, Arthur Virgílio Neto (AM), e o líder do PFL na Câmara, Inocêncio Oliveira (PE), sugerindo que mais importante que o conteúdo da entrevista foi o fato de Fernando Henrique responder as críticas pessoalmente.
‘‘Valeu a pena’’, resumiu o líder do PMDB na Câmara, Geddel Vieira Lima (BA), que na véspera fora ao Planalto para cobrar uma divulgação mais competente das ações do governo. ‘‘Foi uma bela apresentação do candidato, com informação sobre as realizações do governo, e não com politicagem’’, opinou a deputada Yeda Crusius (PSDB-RS). Para o líder do PSDB na Câmara, Aécio Neves (MG), Fernando Henrique foi sincero ao ressaltar avanços, mas também admitir que em alguns setores o governo não conseguiu chegar onde queria.
Inocêncio Oliveira disse que o pronunciamento do presidente foi ‘‘estrategicamente perfeito’’. O tucano Carlos Mosconi (MG) avaliou que Fernando Henrique começou sua fala tenso, mas as explicações sobre as realizações do governo foram ‘‘lúcidas e objetivas’’.
‘‘Ele defendeu seu governo de forma sincera, serena e sem ironias’’, destacou o deputado tucano Roberto Brant (MG), ao salientar que o presidente já deveria estar fazendo isto há mais tempo. Mas Brant não tem ilusões de que a prestação de contas reverta imediatamente a tendência de queda da popularidade de Fernando Henrique nas pesquisas de intenção de voto para presidente. O deputado aponta a estagnação econômica como razão da queda, por isso, não crê que uma entrevista possa conter a insatisfação popular.

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