O ‘‘Pacto por Londrina’’, que reúne a Sociedade Rural do Paraná, Sindicato Rural de Londrina, Sindicato das Indústrias da Construção Civil do Norte do Paraná e Associação Comercial de Londrina, divulga hoje um manifesto contra o elevado gasto da Assembléia Legislativa que vai consumir R$ 648 mil com a convocação extraordinária a partir de hoje. O manifesto também pretende expressar a indignação desses setores produtivos em relação ao reajuste previsto de até 60% para deputados federais e senadores a partir de 99.
Presidentes de duas entidades que integram o ‘‘Pacto por Londrina’’ adiantaram que o documento conterá a indignação, o descontentamento e a preocupação sobre o atual momento econômico do País, quando, segundo eles, os políticos deveriam estar dando o exemplo de austeridade. ‘‘Mas acontece exatamente o contrário. O governo fala uma coisa e faz outra. É o velho: ‘‘faça o que eu mando, mas não faça o que eu faço’’, exemplificou o presidente do Sindicato da Construção Civil, Clóvis Souza Coelho.
‘‘Numa crise dessa, com o setor produtivo prejudicado e fazendo a sua parte, não é possível ter de assistir a essa gastança’’, emendou o presidente do Sindicato Rural de Londrina, Edison Mazei Ponti.
Este será o segundo documento da comunidade contra o alto gasto da AL, convocada extraordinariamente pelo governador Jaime Lerner (PFL). No domingo, representantes dos sindicatos dos economistas do Paraná e de Londrina divulgaram nota repudiando a medida.
O presidente da Assembléia, deputado Aníbal Khury (PFL), disse que não se sente constrangido com as críticas e que o pagamento de R$ 6 mil (bruto) pela convocação, mais R$ 6 mil pela desconvocação é ‘‘moral e legal’’.
‘‘Em tempo de desemprego e redução de salário, quando se fala de austeridade, você veja que presente de Natal invertido que o povo paranaense e brasileiro está ganhando’’, disse o presidente estadual da CUT, Roberto von der Osten.

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