Entidades voltam a condenar gastos
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quarta-feira, 16 de dezembro de 1998
Patrícia Zanin 
O Pacto por Londrina, que reúne a Sociedade Rural do Paraná, Sindicato Rural de Londrina, Sindicato das Indústrias da Construção Civil do Norte do Paraná e Associação Comercial de Londrina, divulga hoje um manifesto contra o elevado gasto da Assembléia Legislativa que vai consumir R$ 648 mil com a convocação extraordinária a partir de hoje. O manifesto também pretende expressar a indignação desses setores produtivos em relação ao reajuste previsto de até 60% para deputados federais e senadores a partir de 99.
Presidentes de duas entidades que integram o Pacto por Londrina adiantaram que o documento conterá a indignação, o descontentamento e a preocupação sobre o atual momento econômico do País, quando, segundo eles, os políticos deveriam estar dando o exemplo de austeridade. Mas acontece exatamente o contrário. O governo fala uma coisa e faz outra. É o velho: faça o que eu mando, mas não faça o que eu faço, exemplificou o presidente do Sindicato da Construção Civil, Clóvis Souza Coelho.
Numa crise dessa, com o setor produtivo prejudicado e fazendo a sua parte, não é possível ter de assistir a essa gastança, emendou o presidente do Sindicato Rural de Londrina, Edison Mazei Ponti.
Este será o segundo documento da comunidade contra o alto gasto da AL, convocada extraordinariamente pelo governador Jaime Lerner (PFL). No domingo, representantes dos sindicatos dos economistas do Paraná e de Londrina divulgaram nota repudiando a medida.
O presidente da Assembléia, deputado Aníbal Khury (PFL), disse que não se sente constrangido com as críticas e que o pagamento de R$ 6 mil (bruto) pela convocação, mais R$ 6 mil pela desconvocação é moral e legal.
Em tempo de desemprego e redução de salário, quando se fala de austeridade, você veja que presente de Natal invertido que o povo paranaense e brasileiro está ganhando, disse o presidente estadual da CUT, Roberto von der Osten.


