Entidades se unem em torno de temas polêmicos
A luta contra a privatização da Copel serviu para integrar as organizações da sociedade civil no Estado. É essa a avaliação dos líderes de algumas das principais entidades representativas dos trabalhadores. ''Quando há uma questão do porte que foi a tentativa de venda da Copel, a interação entre as entidades aumenta muito'', analisa o presidente do Sindicato dos Professores do Paraná (APP), José Rodrigues Lemos.
A maioria dos sindicatos já participa de fóruns conjuntos para debater temas amplos, como educação e meio ambiente. ''Mas quando há um tema concreto para ser discutido, as entidades começam a se mobilizar, e o nível de organização melhora muito'', acredita Lemos.
Para o presidente do Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia (Crea), Luiz Antonio Rossafa, a interação entre as entidades mais representativas é fundamental. ''Planejamos realizar um debate no segundo turno em conjunto com o Conselho Regional de Economia, a Ordem dos Advogados do Brasil e demais órgãos interessados em debater o futuro do Paraná'', comenta Rossafa. O Crea já organizou sessões de palestras com os candidatos para debater o desenvolvimento sustentável no Paraná no mês passado.
Tentar incluir uma pauta própria de reivindicações no programa de governo dos candidatos a poucos dias da eleição parece ser uma utopia. Mas, segundo Lemos, o objetivo principal dos encontros é estabelecer um diálogo com o possível governante do Paraná nos próximos quatro anos. ''Embora nem todos tenham se comprometido a acatar nossas propostas, percebemos que todos os candidatos incorporaram a seu discurso os temas que sugerimos. É sinal de que estão prestando atenção aos movimentos das classes'', afirma Lemos.
Segundo Rossafa, embora uma participação mais efetiva no governo seja desejável pela maioria dos sindicatos e organizações, a sociedade já está pronta para agir de outras maneiras caso isso não ocorra. ''Não pleiteamos lugar no governo. Mas se formos convidados para participar, estaremos prontos, com propostas já discutidas. Caso isso não ocorra, as entidades têm seus próprios meios de lutar e pressionar pelos seus direitos'', garante o presidente do Crea.(R.S.)





