Cerca de 30 lideranças comunitárias de todas as regiões de Londrina, vereadores e sindicalistas, decidiram na noite de sexta-feira, iniciar uma mobilização contra a venda da Sercomtel.
O debate foi realizado pela Federação das Associações de Moradores e demais Entidades Civis de Londrina (Famecol), no Centro Cultural da Zona Norte. Segundo o presidente da Famecol, Osvaldir Gomes de Oliveira, além dos representantes dos bairros, participaram do debate os vereadores Tercílio Turini (PPS) e Sandra Graça (sem partido) e o presidente do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Londrina (Sindserv), Marcelo Urbaneja.
''O que ficou definido é que não concordamos com o que protocolo do projeto que revoga a lei do plebiscito. Na segunda-feira, vamos em uma comitiva à Promotoria Pública, conversar com o doutor Paulo Tavares, para ver qual o posicionamento em relação ao pedido de providências que protocolamos'', disse se referindo ao documento entregue ao promotor de Defesa dos Direitos Constitucionais, no dia primeiro. O projeto que pede a revogação da lei do plebiscito de autoria do vereador Renato Araújo (PP) e que conta com outras seis assinaturas foi protocolado quinta-feira. ''A partir de terça-feira vamos estar em vigília na Câmara. Nas sessões de terça e quinta, lideranças de cada região da cidade vão acompanhadas de cinco ou seis moradores acompanhar os trabalhos da Câmara e conversar com os vereadores para tentar sensibilizá-los a desistirem do projeto. No próximo sábado, vamos fazer uma manifestação no Calçadão com o Sindserv, Sinttel, e vamos colocar um painel com o nome dos vereadores que protocolaram esse projeto e os possíveis votos que terão para a derrubada da lei'', elencou Oliveira.
Conforme Oliveira, o temor é que com a derrubada da lei que condiciona a alienação de ações da telefônica à realização de um plebiscito, se abra caminho para a venda da Sercomtel Fixa. ''O plebiscito realizado foi para a venda da Sercomtel Celular. Com a derrubada da lei do plebiscito acreditamos que a meta é vender a Fixa, que vale de três a quatro vezes mais do que a Celular'', advertiu. ''A Sercomtel é um patrimônio conquistado há décadas pela cidade de Londrina. O que foi colocado pelos participantes do debate é que a Celular e a Fixa são viáveis.
Em assembléia realizada no início do mês, membros do Sindicato dos Trabalhadores em Empresas de Telecomunicações (Sinttel), também decidiram iniciar uma campanha contra a venda da empresa.

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