Questões como a garantia de verbas para obras aeroportuárias em Londrina, a construção do Arco Norte na região e o desenvolvimento industrial e agroindustrial do Norte do Paraná nortearam, ontem de manhã, a sabatina realizada com entidades locais e o candidato ao governo do Estado, Osmar Dias (PDT). Na próxima sexta-feira, o evento, batizado de ''Café da Manhã com Londrina'', o convidado é o candidato Beto Richa, do PSDB. Tanto as perguntas foram realizadas pela subseção regional da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Associação Comercial e Industrial de Londrina (Acil) e Sociedade Rural do Paraná (SRP), além da Comissão de Justiça e Paz da Arquidiocese e Conselho de Pastores. Beto e Osmar foram escolhidos pelo critério de posicionamento nas pesquisas de intenção de voto - são os dois únicos a pontuarem, até o momento.
As últimas pesquisas, por sinal, deram o tom da entrevista que o candidato concedeu à imprensa instantes antes do debate com os representantes das entidades. Anteontem, o Datafolha mostrou que, dada a margem de erro de três pontos percentuais para mais ou mais menos, Beto, com 45%, e Osmar, com 40%, estão tecnicamente empatados. Antes de começar o horário eleitoral, a vantagem do tucano sobre o pedetista chegou a ultrapassar 10%.
Na avaliação de Osmar, o crescimento não deve implicar em mudança de estratégia nessa reta final. ''Isso se deve ao apoio de companheiros, prefeitos, agricultores, professores, que respeito muito e eles sabem disso, e aos trabalhadores: temos seis centrais deles nos apoiando, e tudo isso com apoio do presidente Lula, que acaba sendo muito representativo, mais as propostas na TV e na imprensa, a tendência é o eleitor diferenciar cada vez os candidatos e os indecisos mudarem sua posição.''
No debate com as entidades, em várias oportunidades o candidato atrelou a plataforma de governo dele à do presidente Lula, que tem em Dilma Rousseff o nome para sucessão. Ambos estarão em comício no Paraná, novamente, no próximo final de semana - na Região Metropolitana de Curitiba (RMC).
Para o presidente da Acil, Nivaldo Benvenho, os questionamentos colocados - por parte da Acil, por exemplo, a respeito da descentralização dos investimentos da capital para o interior, da duplicação da PR-445 e dos R$ 27,5 milhões previstos no orçamento de Londrina para o aeroporto, em 2011 -, cujo posicionamento está sendo cobrado dos dois candidatos, é uma maneira de aperfeiçoar a fiscalização por parte da sociedade civil organizada. ''Como entidades, estamos aprendendo a fazer isso melhor, a cobrar. Se por um lado o governante assume e não cumpre, por outro lado há a sociedade que ainda está nesse processo de aprendizado, então temos de caminhar nessas duas pontas - dentro de alguns anos, talvez tenhamos o amadurecimento dessa democracia''.

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