A Polícia Federal (PF) em Brasília não confirma a medida, tampouco a superintendência regional do órgão em Curitiba se manifesta a respeito. Mesmo assim, um grupo de pelo menos 14 entidades civis de Londrina está se preparando para enviar ainda esta semana ao Ministério da Justiça um ofício em que é pedida a manutenção do chefe da PF na cidade, o delegado Sandro Vianna dos Santos, no posto desde 2003.
De acordo com parte dos representantes que assinam o documento, a motivação teria sido um e-mail anônimo encaminhado ao ministro da Justiça, Márcio Thomaz Bastos, solicitando a remoção de Vianna a outro município. Um deles, que não quis se identificar, disse ter tido acesso ao e-mail e que o material justificava o pedido pelo fato de o delegado ''ser indicação política do deputado federal José Janene (PP)''. Além de réu em uma série de ações civis públicas em Londrina referentes ao caso Ama/Comurb, atualmente Janene também é apontado em Brasília como suposto beneficiário do chamado mensalão.
''Não sabemos se isso é de fato verdade, mas, se for, gostaríamos que o ministro reconsiderasse sua posição'', disse o presidente da organização não-governamental (ONG) Londrina Pazeando, Luiz Galhardi. ''Pode ser especulação, mas estamos nos antecpiando para mantê-lo na cidade de onde o delegado é'', justificou o presidente do Iate Clube de Londrina, José Sílvio de Freitas.
A Folha tentou contato com Vianna, mas ele não foi localizado. O assessor da PF em Londrina, Gersonli Rodrigues de Oliveira, admitiu a existência do boato, mas ressaltou que ele não é verdadeiro. ''Tudo não passa de especulações, o delegado nem vai declarar nada a respeito. E quem o indicou foi o superintendente da PF no Paraná, não parlamentares'', resumiu, referindo-se a Jaber Maku Hana Saadi. A assessoria da PF em Curitiba alegou que, como a informação não é oficial, não se manifestaria. A assessoria do Ministério da Justiça apuraria hoje a situação.

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