Representantes de 12 entidades de classe de Londrina, entre elas OAB, Conselho de Pastores, Maçonaria, Igreja Católica e Acil, se reuniram ontem de manhã no Fórum para prestar solidariedade aos promotores públicos Solange Novaes Vicentin, Bruno Galatti e Cláudio Esteves, responsáveis pelas investigações do caso AMA-Comurb, que foram duramente criticados pelo deputado federal José Janene (PPB), durante entrevista à uma emissora de rádio.
As críticas foram feitas na segunda-feira. Na mesma data, o deputado havia sido informado ser réu em uma nova ação civil pública sobre o desvio de R$ 385 mil da Prefeitura de Londrina, através de um contrato de capina e roçagem entre a Autarquia Municipal do Ambiente (AMA) e a empresa Tâmara Serviços Técnicos, de Maringá. Também são reús o ex-prefeito Antonio Belinati (sem partido), o deputado estadual Antônio Carlos Belinati (PSL) e outros 15 acusados.
Os promotores e as lideranças repudiaram os ataques e disseram que a sociedade civil vai cobrar punição para os responsáveis pelos desvios de recursos públicos. Bruno Galatti afirmou que o MP não vai esmoreçer e, ao contrário, se sente fortalecido pelos ataques. Solange Vicentin afirmou que os ataques não atrapalham as investigações.
O presidente do Conselho Maior da Acil, Valter Orsi, lamentou os ataques e lembrou que os promotores receberam, no ano passado, o prêmio Integridade 2001, concedido pela Transparência Internacional, uma ONG especializada no combate à corrupção. O representante da OAB, Lauro Zanetti, recebeu uma cópia da ação civil pública contra os envolvidos. Segundo ele, a ordem vai analisar a documentação e estudar medidas em apoio ao MP.

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