Entidades lutam para manter secretaria
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quarta-feira, 26 de março de 2003
Rodrigo Sais<br>Equipe da Folha 
Curitiba - As entidades contrárias à extinção da Secretaria Municipal de Curitiba vão fazer uma última tentativa para evitar que a Fundação de Ação Social (FAS) assuma o controle de creches para crianças de zero a seis anos, conforme prevê a mensagem do prefeito Cassio taniguchi (PFL) aprovada na Câmara na terça-feira. A procuradora do Ministério Público (MP) do Trabalho, Margaret Mattos de Carvalho, pretende formular uma denúncia contra a FAS junto ao MP estadual e ao Ministério da Justiça, citando casos de agressões e mortes ocorridas nas dependências da FAS nos últimos anos.
A procuradora afirma ter laudos do Instituto Médico Legal (IML) comprovando que um idoso sob os cuidados da FAS morreu devido a espancamentos. Segundo Margaret, três adolescentes também teriam sido espancados nas dependências da FAS, segundo laudos do IML. O caso mais recente de violação dos direitos humanos teria ocorrido em uma sede da FAS que atende indigentes em Curitiba, onde um deficiente mental teria cometido suicídio.
''Além da extinção da Secretaria da Criança acabar com o órgão da administração direta que cuida de assunto tão relevante, é inconcebível repassar essas atribuições a uma fundação que viola os direitos humanos'', afirmou a procuradora.
A presidente da FAS e primeira-dama do Município, Marina Taniguchi, rebate as acusações da procuradora. ''Todos os casos citados pela procuradora foram esclarecidos em sindicâncias internas. No caso dos adolescentes, houve de fato uma briga dentro da unidade de atendimento, mas entre os próprios adolescentes. O segurança teve que intervir pois eles estavam quebrando coisas e ameaçando as outras pessoas. O caso foi levado até a delegacia'', disse Marina.


