Entidades fazem
pedido de suspeição
contra vereador
Uma petição de suspeição do vereador Antenor Ribeiro (PPB) foi protocolada ontem à tarde, na Câmara de Vereadores, por representantes das entidades que compõem o Movimento pela Moralização na Administração Pública de Londrina. Eles querem que o vereador seja afastado da presidência da Comissão Especial de Inquérito (CEI) que apura irregularidades na Autarquia Municipal do Ambiente (AMA) e na Companhia Municipal de Urbanização (Comurb).
A alegação das entidades é que Ribeiro é suspeito de presidir as duas comissões porque está sendo investigado pelo Ministério Público (MP) – ele é suspeito de usar dinheiro público para imprimir um livro de poemas. ‘‘Fica complicado ele estar na condição de investigado e de investigador em um mesmo caso’’, afirmou o coordenador do Centro de Direitos Humanos (CDH), Carlos Roberto Scalassara.
As entidades pedem também o afastamento do vereador da presidência da Comissão de Justiça da Câmara. O procurador-jurídico da Casa, Zulmar Fachin, ressaltou ontem que ainda não havia lido o documento, mas que, em tese, a Câmara pode apreciar o pedido. Antenor Ribeiro disse ontem que não vê razão nenhuma para deixar a CEI. ‘‘Vou continuar realizando meu trabalho de investigação’’, afirmou.
A assessoria do presidente do Tribunal Regional Eleitoral, Altair Patitucci, confirmou ontem que recebeu a representação contra a chefe da 41ª Zona Eleitoral de Londrina, Tertuliana Maria Bicudo Maccagnan, conhecida como Rosa Maccagnan. O documento foi encaminhado para análise do corregedor regional eleitoral, Tadeu Marino Costa, que não foi encontrado ontem pela Folha.
A representação partiu das entidades do Movimento pela Moralidade, que pedem o afastamento de Rosa Maccagnan do cargo. Elas alegam o envolvimento da chefe da 41ª Zona Eleitoral nas denúncias de irregularidades na administração municipal.

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