Entidades fazem ato contra corrupção
Representantes de diversas entidades prometem hoje, às 10 horas, em frente ao Fórum de Maringá, participar de um ato público em favor dos trabalhos da Justiça e do Ministério Público (MP). O objetivo é chamar atenção da comunidade para as investigações da promotoria em relação ao desvio de recursos da Prefeitura de Maringá.
Desde o início das denúncias, apenas o ex-secretário de Fazenda do município, Luis Antônio Paolicchi, foi para a prisão. Ele está em uma cela especial do 4º Batalhão da Polícia Militar (BPM) de Maringá. Paolicchi é acusado de ter desviado, junto com o ex-prefeito Jairo Gianoto (sem partido), mais de R$ 3,1 milhões.
O próprio Ministério Público admite que este valor já foi ultrapassado, mas como as investigações ainda não terminaram, a promotoria não tem o levantamento completo. Estima-se que o rombo nos cofres da prefeitura de Maringá passe de R$ 100 milhões.
O ex-secretário responde também por peculato, formação de quadrilha, lavagem de dinheiro e sonegação fiscal em processo da Justiça Federal. Paolicchi atuou na secretaria de Fazenda do município nas três últimas administrações municipais. Mas foi durante a administração passada que o ex-secretário começou a chamar a atenção.
As investigações do MP começaram em abril do ano passado, a partir da análise de certidões, documentos e comprovantes que indicariam uma evolução patrimonial excessiva do ex-secretário. Apesar de receber R$ 4 mil mensais, Paolicchi passou a ostentar fortuna com a aquisição de jato, oito fazendas no Mato Grosso do Sul, apartamentos, carros importados e até uma mineradora de água.
O caso também provocou o afastamento do ex-prefeito Jairo Gianoto (sem partido). No final de outubro, quando ele ainda estava à frente da administração municipal, o MP encontrou cheques de R$ 549 mil da prefeitura em sua conta bancária pessoal.
A divulgação do caso fez com que o prefeito pedisse afastamento da prefeitura por tempo indeterminado. No início de novembro, a Câmara de Vereadores abriu uma Comissão Processante (CP) para cassar o mandato do prefeito cujos trabalhos estão suspensos pela Justiça.
Também em novembro, o juiz da 1ª Vara Cível, Mário Takeguma, determinou o afastamento de Gianoto da prefeitura. Além da ação de improbidade, o ex-prefeito passou a responder denúncia-crime por peculato e formação de quadrilha. (M.M.)





