Apesar de assumir a Prefeitura de Londrina apenas no dia 1° de janeiro, o prefeito eleito Tiago Amaral (PSD) já deverá acompanhar, durante o processo de transição, as demandas do setor produtivo da cidade, dialogando com entidades para o início da sua gestão em 2025.

A FOLHA conversou com representantes de diferentes setores da economia londrinense para entender qual a expectativa para a próxima administração. Entre os temas mais frequentes estão a maior agilidade nos processos públicos, o avanço da industrialização da cidade e a revitalização do centro histórico.

Para o presidente da Acil (Associação Comercial e Industrial de Londrina), Angelo Pamplona, a Prefeitura de Londrina precisa passar por uma reforma administrativa para desburocratizar e digitalizar processos e procedimentos, ganhando agilidade e transparência.

“O MasterPlan precisa ser integrado à rotina do poder público como um guia para o desenvolvimento, ampliando e consolidando iniciativas como o Compra Londrina, que estimula os negócios entre poder público e o empresário local, gerando emprego e renda”, afirma Pamplona, que entende que o Plano Diretor deve ser aprovado quanto antes.

“Paralelamente, Londrina precisa de uma política de industrialização que esteja alinhada com as vocações da cidade, fortalecendo o PIB e gerando uma cadeia produtiva com potencial para beneficiar também outros setores, como o comércio e os serviços”, acrescenta.

A entidade espera que o prefeito eleito dê atenção para os espaços públicos, como os parques e praças, o Calçadão, o patrimônio histórico e os equipamentos culturais.

“Dentro dessa perspectiva, a revitalização do Centro surge como fundamental e deve caminhar ao lado de políticas públicas para pessoas em situação de rua, com melhoria da segurança”, reforça. “A criação do Parque Linear, interligando as áreas verdes da cidade, seria uma ótima alternativa para os fundos de vale e funcionaria como um excelente ativo para o turismo e o lazer.”

CONSTRUÇÃO CIVIL

O vice-presidente do Sinduscon (Sindicato da Indústria da Construção Civil) Norte Paraná, Gerson Guariente, cita a “necessidade premente” de ajuste e desburocratização da máquina pública em relação aos procedimentos, principalmente a aprovação e acompanhamento de projetos.

“Estão faltando instrumentos administrativos para que o Executivo devolva para a sociedade a demanda que tem de empreendimentos, de consultas, de demandas nas mais variadas áreas e nós teremos uma pressão muito grande de desenvolvimento na área imobiliária, na área de loteamento e na área de instalação de indústrias, que demandarão uma versatilidade e uma velocidade maior de análise disso”, afirma Guariente.

“Nós não queremos facilidade de aproveitar oportunidades, queremos que existam condições para que as pessoas que prestam o serviço público tenham ferramentas para poder trabalhar e prestar um bom serviço à comunidade”, completa.

DESENVOLVIMENTO

A vice-presidente do Fórum Desenvolve Londrina, Cláudia Romariz, lembra que a entidade está estudando neste ano o tema “Recursos públicos aplicados no município de londrina” e que, com base neste aprofundamento, ficou clara a necessidade de se criar uma estrutura de captação de recursos para projetos do poder público. “É uma demanda estratégica para o avanço competitivo da cidade e para o seu desenvolvimento socioeconômico”, pontua.

O investimento em ações que incentivem e viabilizem a abertura e o crescimento de empresas, principalmente no setor industrial; a revitalização do centro para o incentivo ao comércio, ao turismo e à economia criativa; e o investimento em um plano de comunicação para “vender” a cidade em nível nacional e internacional são outras demandas.

“É muito importante que a gestão municipal converse com a sociedade com o objetivo de ouvir as demandas e de criar condições de interação com a população, aproveitando os recursos tecnológicos existentes para transformar Londrina em uma ‘cidade inteligente’”, continua Romariz. “Nesse sentido, o MasterPlan é o ponto de partida, já que sinaliza os principais projetos da cidade e possui um conselho constituído que precisa ser fortalecido para apoiar e monitorar a gestão pública municipal.”

SOCIEDADE RURAL

O presidente da SRP (Sociedade Rural do Paraná), Marcelo Janene El-Kadre, afirma em nota que a entidade tem grandes expectativas para que a nova gestão "trabalhe realmente em prol do desenvolvimento da nossa cidade".

"Contamos com uma gestão que esteja, principalmente, aberta ao diálogo, e comprometida com ações concretas que impulsionem o crescimento econômico, social e cultural de Londrina. A começar pelas propostas do Masterplan 2040, que identifica os principais desafios a serem superados e define estratégias e projetos para guiar Londrina em direção a um futuro próspero e sustentável", pontua El-Kadre.

Para o presidente, essas iniciativas concentram-se em áreas consideradas essenciais, como crescimento econômico, sustentabilidade, inovação, inclusão social e qualidade de vida. "E passam por programas que incentivam uma Londrina cada vez mais inovadora e criativa; pautas de logística e transportes que englobem desenvolvimento ações como industrial, mobilidade e conceito de smart city; planejamento dos recursos naturais, abrangendo urbanização, saneamento, eficiência energética, agricultura urbana e segurança alimentar; além do acesso à saúde de qualidade, segurança qualificada e um cuidado integral com a educação e a inclusão".

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