Entidades defendem afastamento de vereadores
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terça-feira, 10 de junho de 2008
Fábio Cavazotti<br>Reportagem Local 
Lideranças da sociedade civil de Londrina defenderam ontem que o afastamento voluntário do presidente da Câmara, Sidney de Souza (PTB), e do corregedor, Luiz Carlos Tamarozzi (PTB), daria mais transparência ao processo de esclarecimento interno das denúncias feitas pelo ex-vereador Orlando Bonilha. Souza e Tamarozzi, dois dos alvos da denúncia, ocupam postos chave em eventual investigação por quebra de decoro parlamentar. Representação protocolada esta semana na Câmara, solicitando abertura de processo contra nove vereadores envolvidos no ''mensalinho'' da TCGL, está sob análise da procuradoria jurídica.
Apesar de acreditar que a permanência dos vereadores em cargos de direção pode prejudicar as investigações, o presidente da subseção local da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Wilson Sokolowski, considera remota essa possibilidade. ''A quem se imputa, se afasta. A população esperaria esse gesto de grandeza, mas duvido que isso aconteça'', afirmou. ''A nossa maior confiança é no trabalho do MP, inclusive para reabrir os processo da lista do senhor Caldarelli.''
O presidente da OAB rechaçou a declaração do procurador jurídico da Câmara, Airvaldo Stella Alves - que ontem tentou desclassificar a motivação do denunciante. ''Ainda que seja um possível candidato, penso que a Câmara deve instalar o processo de investigação.''
O presidente da Associação Comercial e Industrial de Londrina (Acil), Rubens Benedito Augusto, também vê com reserva a investigação interna da Câmara. ''O afastamento daria mais transparência, e eles poderiam facilitar isso. Mas, muita gente foi citada e é difícil que façam alguma coisa'', disse.
Para o presidente do Conselho Comunitário de Segurança da Zona Oeste (Consoeste), Rubens Ferreira, o afastamento dos vereadores que ocupam cargos de direção daria ''mais força para a limpeza da Câmara''. Os conselhos de segurança das zonas Norte, Oeste e Sul entregaram ontem ao MP um manifesto de apoio às investigações.
Já o presidente do Sindicato dos Bancários, Geraldo Fausto dos Santos, foi mais cauteloso ao comentar o assunto. ''Se isso (afastamento) acontecesse, ia ajudar. Mas devemos ter bastante cuidado com a questão das citações em irregularidades. Esse país vive muito de citações e não podemos colocar todo mundo no mesmo bolo'', afirmou.
Tamarozzi disse ontem que não cogita se afastar do cargo. Sidney de Souza não falou com a FOLHA.


