Nas eleições de 1994 as cidades de Londrina, Cambé, Rolândia e Ibiporã tinham juntas cinco deputados estaduais que representavam a região na AL (Assembleia Legislativa) do Paraná. José Maria Ferreira (PMDB), Durval Amaral (PMDB), Luiz Carlos Alborghetti (PTB), Antonio Belinati (PDT) e José Tavares (PMDB) foram eleitos em outubro daquele ano. Passados 24 anos, a atual legislatura do Legislativo Estadual tem apenas três representantes eleitos na mesma região.

Para mudar esse quadro, 13 entidades da sociedade civil organizada lançaram nesta segunda-feira (13) a Campanha "Melhor pra nós - Nossa Escolha Faz a Diferença" com o objetivo ampliar a quantidade e melhorar a qualidade da representatividade. A campanha quer atingir as redes sociais com plataformas no Facebook, Youtube e até no Instagram inserindo textos e vídeos sobre o voto consciente, destacando importância de conhecer o histórico dos candidatos e os ganhos caso a região de Londrina amplie a representatividade na AL e no Congresso Nacional.

O presidente da Acil (Associação Comercial e Industrial de Londrina), Claudio Tedeschi, comparou que as regiões de Maringá e Cascavel têm mais representatividade no legislativo o que reflete na captação de recursos. A campanha quer alertar os eleitores deste risco de um 'vácuo político'. "Nós precisamos trazer de volta os recursos que pelo pacto federativo ficam concentrados na União e no Estado. Precisamos de representantes nos ajudem.", diz Tedeschi.

O empresário ressaltou que é preciso votar em 'gente daqui', porém sem deixar de medir o currículo do postulante aos cargos na Câmara de Deputados e na AL. "O vínculo com a região é importante, mas é preciso de qualidade no exercício do cargo.", ressalta.

PULVERIZAÇÃO
Pelo menos seis vereadores de Londrina articulam sair como candidatos para deputado estadual e federal. Em 2014, sete dos 19 parlamentares londrinenses, à época, disputaram uma vaga na AL e nenhum chegou a ser eleito. Para o presidente da Sociedade Rural do Paraná, Antonio Sampaio, essa pulverização não fortalece a região no pleito, correndo o risco da fragmentação sem resultado prático na representatividade.

Segundo as entidades, outro risco iminente é que mesmo cassados pela Câmara de Vereadores de Londrina há candidatos da região em plena campanha. Ou seja, se lançando na disputa e registrando a candidatura, sem chance de poder ser diplomado ao cargo. Isto é, são claramente inelegíveis pela Lei do Ficha Limpa e pela legislação eleitoral. "A Justiça eleitoral tem que tomar uma decisão rápida. Serão inúmeros votos perdidos. O eleitor tem que saber que eles estão fora do jogo e que esse voto é que faz a diferença para toda infraestrutura para saúde e educação, por exemplo."

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