Entidades criticam rumos na política de revisão do Plano
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quinta-feira, 15 de maio de 2008
Janaina Garcia<BR>Reportagem Local 
Desde que mudou a direção do Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Londrina (Ippul) - saiu Luiz Figueira de Mello, entrou João Batista Bortolotti -, mudaram também os rumos na política de revisão do Plano Diretor do município: se antes era tocado por uma equipe técnica da própria administração, agora já se somam R$ 250 mil gastos na contratação de duas consultorias responsáveis pela tarefa.
O dispêndio do recurso, repassado pelo Ministério das Cidades, foi criticado por representantes das Câmaras de Políticas Públicas (CPP), grupo liderado pelo Clube de Engenharia e Arquitetura de Londrina (Ceal) e que agrega 33 entidades da sociedade civil organizada. ''Era absolutamente desnecessária essa terceirização, pois havia grupos de debate do Município que, há um ano e meio, haviam iniciado esse programa de revisão'', considerou o advogado Camilo Viana, da CPP. ''É no mínimo discutível fazer uma opção dessas - por mais que os contratados sejam pessoas técnicas. O Município não podia desmerecer o que já tinha em seus quadros'', concluiu.
Durante a coletiva à imprensa - realizada no gabinete do prefeito Nedson Micheleti (PT) às 10h30, e divulgada pela assessoria às 9 horas -, o presidente do Ippul minimizou o gasto de R$ 250 mil. ''Está ficando bem barato'', opinou.
Também integrante da CPP, o engenheiro Márcio Vilella de Almeida classificou que a minuta do Plano revisto ''é uma carta de boas intenções''. ''Faltam as leis complementares; isso o que estão encaminhando agora é apenas a lei que institui o Plano Diretor. As entidades sequer têm o calendário de desenvolvimento do andamento dessas discussões'', comentou. Pela análise preliminar da minuta, porém, Vilella não se mostrou otimista. ''Da forma como está, faltam dispositivos de interferência pela obrigatoriedade da consulta técnica (em projetos de lei que mudem zoneamento, por exemplo); isso facilita que o legislador continue fazendo transformações aleatórias'', lamentou.


