O prefeito de Londrina, Alexandre Kireeff (PSD), se reuniu na manhã de ontem com representantes de diversas entidades ligadas ao meio ambiente com o objetivo de discutir a reforma administrativa em curso. Uma proposta, apresentada pelo Executivo em junho, prevê a criação de novas autarquias e a extinção de outras, entre elas a Secretaria Municipal do Ambiente (Sema). Ambientalistas alegam que o fechamento da pasta pode gerar prejuízos à área ambiental.
O projeto de lei ainda será analisado pela Câmara de Vereadores, mas Kireeff se comprometeu ontem a fazer audiências públicas sobre o tema. "É importante ouvir todas as partes interessadas", resumiu. Mas a proposta, reforça ele, "tem o objetivo de trazer economia à máquina pública e agilidade".
Pela reforma administrativa, as atividades feitas hoje pela Sema seriam absorvidas pela nova Secretaria de Desenvolvimento Econômico Sustentável. Mas a "superpasta", se criada, também ficará responsável pelos serviços das secretarias da Agricultura e do Trabalho, e do Instituto de Desenvolvimento de Londrina (Codel).
A promotora de Defesa do Meio Ambiente de Londrina, Solange Vicentin, disse que, se a Sema for extinta, o município vai perder o poder de fiscalização e de emissão de licenciamentos ambientais. Já o chefe regional do Instituto Ambiental do Paraná (IAP), Raimundo Maia Campos Júnior, destacou que o setor ambiental, precário em diversos aspectos em Londrina, pode piorar ainda mais caso a pasta seja extinta. "Os serviços prestados ao londrinense já não estão a contento. Como ficaria a preservação dos parques, por exemplo?", criticou.

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