Entidades criticam aumento e apontam inércia do poder público
Curitiba - Representantes de entidades empresariais e da sociedade civil ouvidos pela FOLHA criticaram ontem o aumento médio de 4,88% nas praças de pedágio do Paraná, válido a partir de segunda-feira. O presidente da Federação das Empresas de Transporte de Cargas do Estado (Fetranspar), Sérgio Malucelli, disse que, apesar de o reajuste estar abaixo da inflação do período, de 6,5%, a tarifa ainda é muito alta.
"A Fetranspar continua a sua busca por uma conciliação, no sentido de reduzir esses custos. Estamos passando por uma crise grande, com crescimento zero, e em 2015 com certeza teremos dificuldades quanto à parte tributária e fiscal", afirmou. Ele disse que, no decorrer do segundo mandato do governador Beto Richa (PSDB), espera uma disposição maior em rever e realinhar os contratos com as concessionárias. "Esperamos que o bom senso entre o poder concedente (Estado) e as concessionárias seja uma tônica, porque toda a sobrecarga de tarifas do setor de transporte tende a ser repassada ao consumidor final."
Para o vice-presidente do Sindicato dos Engenheiros no Estado do Paraná (Senge), Valter Fanini, o que se deve discutir não é o modelo de correção tarifária, contratual, e sim se a cobrança tem uma reciprocidade. "A tarifa deve ser correspondente à execução de um contrato. Ou seja, só pode ser vigente se todas as cláusulas foram cumpridas, com as rodovias duplicadas e os investimentos realizados. Mas, hoje, a única cláusula que funciona é a do valor da tarifa. Existe uma inércia do poder público, de maneira que o usuário fica entregue à própria sorte". (M.F.R.)





