Além das finanças municipais e dos graves problemas sociais registrados em Londrina, o novo prefeito terá a missão de apresentar soluções práticas para duas áreas que influenciam e muito o dia-a-dia da população: atendimento à saúde e geração de empregos. Durante o segundo turno, Nedson Micheleti (PT) e Barbosa Neto (PDT) procuraram apresentar programas específicas para as duas áreas, de olho na conquista da maior fatia do eleitorado (veja matérias abaixo). Entre as propostas estão a continuidade do Médico de Família e a profissionalização do micro-empresário, como forma de aumentar os postos de serviço.
Lideranças consultadas cobram abertura para poder participar das decisões da nova administração municipal, a partir de janeiro do ano que vem. ‘‘Esperamos que o novo prefeito tenha uma visão estratégica para parcerias’’, afirma o presidente da Associação Comercial e Industrial de Londrina (Acil), George Hiraiwa. Ele aponta que a união dos industriais, comerciantes, além das universidades e centros de pesquisa pode ser um diferencial interessante para dar suporte a um programa de geração de empregos e renda.
‘‘Não podemos perder o foco; precisamos estar de olho na geração de novas tecnologias’’, detalha o presidente da Acil. Segundo ele, qualquer município interessado em ampliar seu parque industrial precisa estar ciente da necessidade de qualificar mão de obra. ‘‘E só teremos isso com a participação das universidades e centros de pesquisa’’, afirma.
Hiraiwa disse que caberá ao novo prefeito assumir a liderança para reunir entidades e a comunidade. ‘‘Esperamos que o eleito tenha esta iniciativa’’, afirmou. Por outro lado, afirma o presidente da Acil, em 2001 os empresários estão mais otimistas com relação aos indicadores econômicos. ‘‘Mas é preciso lembrar que nosso município possui poucas indústrias e isto reflete um impacto menor’’, ressalta.
Na área da saúde, o prefeito encontrará uma rede considerada eficiente, mas que precisa de programas de grande porte para a demanda crescente. A Associação Médica de Londrina reuniu-se, ainda no primeiro turno, com todos os candidatos. Eles receberam um plano geral elaborado para o setor que aponta pontos fundamentais.
O presidente da entidade, Pedro Lopes, explicou que as propostas prevêem aspectos gerais e também sugere um sistema de atendimento nos postos hospitais. Entre pontos sugeridos estão a informatização das unidades; implantação de um cartão de identificação do paciente do SUS; criação do pronto socorro municipal e ampliação do internamento domiciliar.
Do ponto de vista dos usuários, a maior reinvindicação é com relação ao tratamento especializado. As filas para consultas e intervenções cirúrgicas para tratamentos neurológicos, por exemplo, podem durar até oito meses. ‘‘São atendimentos que precisam realmente ser agilizados’’, cobra a presidente do Conselho de Saúde da Região Central (Concentro), Neuza Alves Ferreira.

mockup